Brasil

El Niño: Fenômeno que ocasiona secas prolongadas chega ao Brasil e pode durar dois anos

Foto: Divulgação/ Reprodução

Foi anunciada pela Administração Nacional de Atmosferas e Oceanos (NOOA – sigla em inglês), a formação do El Niño no Brasil. Este é um fenômeno climático que se caracteriza pelo aquecimento anormal da superfície da água do Oceano Pacífico, ou seja, acima da média, e por um longo período de tempo. O fenômeno não tem um período de duração definido, mas pode persistir até 2 anos ou mais. Ele é classificado por faixas e aqui no Brasil, a faixa que influencia o nosso país é a 3.4.

Segundo o NOOA, o último El Niño ocorreu de 2018 a 2019. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o Brasil estava num período neutro, que nem El Niño e nem El Niña se formam, mas nessa semana foi confirmada a atuação do fenômeno El Niño aqui no país e que ele deve durar até o próximo verão. A especialista do Inmet Andrea Ramos explica por que esse fenômeno acontece. “Durante a formação do El Niño, o comportamento dos ventos alísios tem um papel fundamental. Esses ventos são  constantes que vêm tanto do Hemisfério Sul quanto do Hemisfério Norte. Normalmente, os ventos interferem no Oceano Pacífico e ele empurra as águas da superfície oeste. No entanto, quando esses ventos alísios estão enfraquecidos ou interferem a direção, essa troca de água não ocorre, e as mais quentes permanecem por mais tempo paradas na superfície, podendo chegar até em torno de 3ºC acima da média, formando assim o El Niño”.

No Brasil, esse fenômeno climático é responsável por alterar a distribuição de umidade e as temperaturas em diversas áreas do mundo e, dessa maneira, ocasiona secas prolongadas na região Norte e Nordeste e chuvas intensas na região Sul, acrescenta a meteorologista do Inmet. “Isso ocorre porque a água da superfície do pacífico está muito mais quente do que o normal [e] evaporar com mais facilidade. Ou seja, ar quente sobe para atmosfera mais alta, levando umidade e formando uma grande quantidade de nuvens de chuva”.

O fenômeno ainda não está definido com um Super El Niño, classificação mais intensa desse fenômeno, mas o Instituto de Meteorologia do Brasil já está em monitoramento para acompanhar possíveis alterações. Os últimos três Super El Niños que ocorreram na história ocorreram em 1982 / 1983, o segundo em 1997 / 1998 e o 3º em 2015 e 2016. O Inmet prevê que em 2023, o volume de chuvas deve voltar a ser intenso, principalmente na região Sul do país, como foi em 2015, em Porto Alegre e Guaíba (RS).

Anúncio. Rolar para continuar lendo.

Com informações da Brasil 61

Notícias relacionadas

Brasil

Minas Gerais, que já registra 36 mortes em consequência dos temporais que atingem o estado desde segunda-feira (23), segue em alerta vermelho para acumulados...

Política

O Acordo entre Brasil e Índia marcou a agenda diplomática deste sábado (21), durante reunião entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e...

Mundo

A greve geral convocada na Argentina contra a reforma trabalhista proposta pelo governo de Javier Milei afeta voos entre o Brasil e o país vizinho nesta quinta-feira (19)....

Carnaval

A Campanha contra assédio no Carnaval já conta com a adesão de 18 estados brasileiros. A iniciativa, coordenada pelo Ministério das Mulheres, busca ampliar...

Copyright © 2025 TV Ponta Negra.
Desenvolvido por Pixel Project.

Sair da versão mobile