Brasil

Marielle Franco foi vigiada por pelo menos 7 meses antes de assassinato

Foto: Guilherme Cunha/ Alerj

O assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ), em 14 de março de 2018, foi planejado por pelo menos sete meses. A informação foi divulgada pelo delegado Guilhermo Catramby, da Polícia Federal, durante coletiva de imprensa sobre a Operação Élpis, que prendeu, nesta 2ª feira (24.jul), o ex-bombeiro Maxwell Simões Corrêa, o Suel, suspeito de participação no crime.

Segundo o delegado, Suel teria vigiado e acompanhado a rotina de Marielle desde agosto de 2017. A vereadora foi executada em 14 de março de 2018, no Estácio, centro do Rio, junto com seu motorista, Anderson Gomes.

Em delação premiada, o ex-policial militar Élcio de Queiroz, preso em 2019 por participação na execução, também contou que houve, pelo menos, uma tentativa anterior de assassinar a vereadora. De acordo com o que Élcio contou para os policiais, a tentativa aconteceu no mesmo bairro, Estácio, mas o carro apresentou problemas mecânicos no momento de se aproximarem. O ex-PM não estava presente nesse dia. Quem dirigia o carro era Suel, preso hoje.

Ronnie Lessa, que seria o atirador, teria confidenciado para Élcio que acreditava que o verdadeiro motivo para o fracasso da tentativa havia sido a hesitação do ex-bombeiro.

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Para a Polícia Federal, a informação dada por Élcio comprova que os criminosos sabiam que no Estácio não haveriam câmeras que flagrassem a execução. Isso explicaria o motivo para a tentativa anterior de assassinato da vereadora ter acontecido no mesmo bairro.

Ainda de acordo com Catramby, um carro de Suel foi usado para guardar armas de Ronnie Lessa. Além disso, ele teria participado do descarte do Cobalt, usado no crime, sendo responsável pela troca das placas do carro e por contactar a pessoa que “daria fim” no veículo.

Marielle voltava para casa após participar do evento “Jovens Negras Movendo as Estruturas”, que aconteceu na Rua dos Inválidos, na Lapa, quando o carro dirigido por Anderson, em que estava também a assessora Fernanda Chaves, foi alvejado por diversos tiros vindos de um Cobalt Prata. Segundo as investigações, dentro do Cobalt estavam Élcio de Queiroz, que dirigia o veículo, e Ronnie Lessa, o atirador. Os dois estão presos desde 2019. Fernanda foi a única sobrevivente do crime.

SBT News

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