A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu, na última terça-feira (28), o afastamento do governador do Acre, Gladson Cameli (PP) por corrupção. Ele e outras doze pessoas foram denunciados pelos crimes de organização criminosa, corrupção nas modalidades ativa e passiva, peculato, lavagem de dinheiro e fraude a licitação. Somadas, as penas ultrapassam 40 anos de reclusão. Segundo a PGR, foram feitos desvios em oito contratos, que podem chegar a R$ 150 milhões. Cameli está em Dubai, para a COP28, com a comitiva do governo do Acre.
A estimativa de R$ 150 milhões em desvios é feita em cima de um total de oito contratos feitos com suposta fraude e superfaturamento. No entanto, a denúncia com 175 páginas apresentada pelo subprocurador-geral da República, Carlos Frederico Santos, ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), trata apenas das investigações referentes à Operação Ptolomeu, que denunciou fraude na contratação da empresa Murano Construções Ltda. Os números apontados apenas por essa diligência apontam desvios de aproximadamente R$ 11,7 milhões.
A Murano teria recebido ao todo cerca de R$ 18 milhões para obras viárias, como manutenção e construção de rodovias, mas segundo a denúncia, “aproximadamente dois terços do valor pago (cerca de R$ 11,7 milhões) correspondem a objeto totalmente estranho ao contratado, em claro desvirtuamento do princípio da isonomia”. Para os investigadores, a fraude na licitação está “amplamente configurada”, uma vez que o objeto real das obras (a construção de rodovias) deveria ter sido tratado em processo licitatório específico.
*Com informações do SBT News