Polícia

Cariani explica mensagem para sócia: “Ninguém trabalha fim de semana para fugir da polícia”

O empresário, fisiculturista e influenciador fitness Renato Cariani postou um vídeo nesta quinta-feira (14) para explicar a troca de mensagens com a sócia Roseli Dorth que consta no inquérito do Ministério Público contra a empresa deles, a Anidrol Produtos para Laboratórios Ltda., além de outros pontos da investigação da Polícia Federal sobre a suspeita de emissão de notas falsas e desvio de produtos que podem ser usados  para refino e adulteração de cocaína.

No inquérito ao qual o SBT News teve acesso, Cariani diz para Renata em 13 de abril de 2014:

“Graças a Deus esta semana é curta, podemos trabalhar no feriado pra arrumar de vez a casa e fugir da polícia (…) Também precisamos arrumar o mapa da Civil, vão vir babando (…) Arruma tudo para esperar estes vermes. Acho que a polícia pode aparecer ainda esta semana. Por isso que quero que a semana passe rápido…”

No vídeo, Cariani justificou que não se lembra dessa troca de mensagens ocorrida quase dez anos atrás e que vai constar a veracidade da conversa. Mas, de qualquer forma, alegou que:

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Ninguém trabalha final de semana para fugir da polícia. Provavelmente na semana seguinte teríamos auditoria da Divisão de Meio Ambiente da Polícia Civil que anualmente vai fazer fiscalização para renovar a licença.

Ainda de acordo com o influenciador, a conversa se deu para fazer uma dupla checagem dos processos e dos produtos na empresa para receber a fiscalização. E explicou o termo “verme” usado na mensagem para se referir à polícia.

Peço desculpas se eu usei um termo inapropriado, mas é uma conversa entre dois sócios, é um desabafo. Às vezes você xinga um cliente, fiscal ou fornecedor. Passar por auditoria é muito estressante.

Em outra conversa, também em 2014, Cariani pede para que Roseli apague as mensagens referentes a um diálogo em que ela o questiona sobre a retirada e um pagamento. Cariani responde sobre a retirada de “sulfúrico e acetona” – produtos controlados usados no refino de drogas como crack e cocaína e que teriam sido desviados em um esquema de notas frias e pagamentos em dinheiro.

Ainda segundo o MP, na mesma conversa, Roseli sugere declarar falsamente o tipo de produto vendido em nota fiscal para uma empresa que não possui o registro necessário do produto. Ela sugere “arrancar o rótulo” e lançar como outro item, o que, segundo Roseli, seria “tranquilo e rápido”. Segundo Cariani, a venda foi feita para uma empresa que não tem certificação norte-americana United States Pharmacopeia (USP), então precisou retirar o rótulo “premium” para vender como um produto “básico”, que não necessita da certificação.

 

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