Polícia

Caso Anália: ex-companheiro confessa crime em audiência de instrução

Foto: Reprodução/YouTube TV Ponta Negra

A primeira audiência de instrução e julgamento do caso Márcia Anália, 24 anos, aconteceu na quarta-feira (31) no Fórum de Parnamirim, na Grande Natal, para colher provas e depoimentos das testemunhas. Foram mais de três horas de depoimentos a portas fechadas. O ex-companheiro de Anália, Josué Viana, confessou o crime.

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Ao todo, cinco testemunhas foram ouvidas, além do depoimento de Josué.

Josué chegou ao Fórum escoltado pela polícia, e não olhou para os familiares da vítima.

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O crime

O crime ocorreu na madrugada do dia 24 de abril de 2024, no bairro Santa Tereza, em Parnamirim. Segundo a família, Josué premeditou o assassinato e esfaqueou Márcia 38 vezes enquanto ela dormia. Após o crime, ele ficou foragido por dois dias, mas foi preso na cidade de Mamanguape, na Paraíba.

O corpo da jovem foi encontrado por Valéria Felizardo, mãe da vítima. Anália estava de bruços em um quarto da casa, vestindo apenas uma camisa e sem roupas da cintura para baixo, uma cena que, segundo Valéria, nunca irá esquecer. “Quando eu abri a porta do quarto, estava a porta fechada, o ventilador ligado, a minha filha estava de bruços, num cenário de terror de verdade, toda esfaqueada, a maioria das facadas na garganta, que era para ela não gritar”, conta a mãe da vítima.

Ainda de acordo com Valéria, desesperada, ela chegou a tentar acordar a filha, mas Anália já estava morta.

Valéria, que considerava Josué Viana um filho, teve a oportunidade de falar com ele durante a audiência. “Eu consegui dizer que eu tinha entregue o meu ouro para ele, e consegui dizer que a alma dele é inútil”, declarou.

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Confissão

Segundo o advogado e assistente de acusação, Zico Moura, Josué confessou o crime durante o interrogatório. “Ele alega que estaria sendo traído. Mas não há nenhum indício nesse sentido. Não há nem sequer uma prova apresentada pela defesa. Nós provamos que ele era uma pessoa extremamente possessiva. Queria ter e até de certa forma tinha um controle sobre a vítima. Era um ciúme doentio”, afirmou o advogado.

 

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