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Policial acusado de matar personal trainer em briga de trânsito em Natal será julgado em júri popular

Foto: Reprodução/Redes Sociais

O policial militar Ronaldo Cabral Torres, acusado de matar o personal trainer Paulo Henrique Araújo Silva após uma briga de trânsito em Natal, será julgado em júri popular. Segundo o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte, ainda não há data definida para o julgamento acontecer e,  caso a decisão seja mantida, precisa entrar na pauta das sessões do Tribunal do Júri.

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O crime ocorreu em 29 de abril de 2022. De acordo com o Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN), a discussão começou na Ponte de Igapó, em Natal, quando os dois se desentenderam no trânsito. Após a briga, Ronaldo teria perseguido Paulo Henrique até o bairro Nordeste, onde provocou uma colisão traseira, fazendo a vítima cair da moto. Em seguida, o policial efetuou um disparo fatal, atingindo o rosto do personal trainer.

PM alegou legítima defesa

Em sua defesa, Ronaldo alegou ter agido em legítima defesa, afirmando que a vítima, após o acidente, teria avançado de forma agressiva contra ele, como se estivesse armado, chegando a bater no carro com o capacete. A esposa do policial, que também é militar e estava no veículo no momento do crime, corroborou essa versão.

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Por outro lado, a namorada de Paulo Henrique, que estava como passageira na moto, declarou que ele não tentou agredir o policial. Segundo seu relato, Paulo se levantou após a queda e, ao tirar o capacete, foi imediatamente alvejado.

Na sentença, o juiz impronunciou a mulher do policial, que também havia sido denunciada por supostamente ter auxiliado o companheiro durante o crime. O magistrado concluiu que não há evidências suficientes para sustentar a acusação contra ela, decisão alinhada ao pedido do próprio Ministério Público. A data para o julgamento ainda não foi definida.

Contexto do Caso

Paulo Henrique, de 33 anos, foi morto com um tiro no rosto em 29 de abril de 2022, no bairro Nordeste, zona Oeste de Natal. As investigações conduzidas pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) indicam que o crime teve início após uma discussão de trânsito na Ponte de Igapó. Segundo as apurações, Paulo, que estava de moto com a namorada, teria realizado uma manobra conhecida como “cortar o giro” após ser fechado pelo carro do policial. Na sequência, foi perseguido até o local onde ocorreu o homicídio.

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