Líderes mundiais criticaram publicamente as novas tarifas comerciais anunciadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na quarta-feira (2). Prometendo reduzir a dívida nacional e reequilibrar o comércio global, o republicano determinou taxação mínima de 10% para a maioria dos países, incluindo o Brasil, enquanto outros sofrerão com tarifas de até 50% para venderem seus produtos ao país.
O primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, foi um dos que criticaram o tarifaço de Trump, afirmando que o governo estuda medidas de retaliação O mesmo foi dito pelo gabinete de Taiwan, que chamou a taxação de “altamente irracional” e disse que “não reflete a situação econômica e comercial real entre Taiwan e os Estados Unidos”. Uma reunião foi convocada para apresentar uma resposta.
O Ministério do Comércio da China, por sua vez, instou Washington a “revogar imediatamente as medidas tarifárias e resolver as disputas comerciais adequadamente por meio de diálogo com seus parceiros”. Em nota, a pasta afirmou que “se opõe firmemente a esse movimento e tomará contramedidas resolutas para salvaguardar seus direitos e interesses”.
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, foi ainda mais rígida, dizendo que “se você enfrenta um de nós, enfrenta todos nós”. A diplomata lamentou a decisão de Trump e informou que o bloco já está finalizando o primeiro pacote de contramedidas. Para ela, as consequências da guerra comercial serão terríveis para milhões de pessoas e aumentará a incerteza global.
“As tarifas anunciadas pelos EUA são um grande golpe para empresas e consumidores em todo o mundo. Sejamos claros sobre as imensas consequências: a economia global sofrerá massivamente, a incerteza aumentará e desencadeará o aumento de mais protecionismo”, disse.
Na Suíça, a presidente Karin Keller-Sutter afirmou que determinará rapidamente os próximos passos do país em resposta à taxação de 31%. A primeira-ministra da Irlanda, Michelle O’Neill, disse que “continuará falando com políticos e líderes empresariais durante o período de incerteza” e que irá priorizar o futuro da ilha. “Devemos garantir que nossa economia continua a prosperar.”
Apesar de optar por não retaliar a taxação, o primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese, classificou as medidas de Trump como “totalmente injustificadas”, afirmando que “este não é o ato de um amigo”. Já a ministra das Relações Exteriores da Colômbia, Laura Sarabia, afirmou que o governo está analisando as tarifas, “sobretudo para proteger a indústria nacional e os exportadores”.
SBT News
