O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou, na quarta-feira (2), tarifas comerciais recíprocas contra uma série de países. Ao todo, 185 territórios foram alvos da medida, com tarifas mínimas de 10%. O que chamou a atenção, contudo, foi a inclusão das Ilhas Heard e McDonald à lista de taxação, uma vez que os locais não possuem habitantes.
Atualmente, o arquipélago, que forma um território externo da Austrália, é o lar de diversas colônias de pinguins, focas e aves, bem como de espécies marinhas incluídas em listas de conservação nacionais e internacionais. Os locais são acessíveis apenas por meio de uma viagem de barco de quase duas semanas – destinada, a cada três anos, a expedições científicas.
A presença das ilhas no “tarifaço” de Trump surpreendeu o primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese, que disse que “nenhum lugar do mundo é seguro”. A Casa Branca, por sua vez, justificou a medida afirmando que o arquipélago é um território externo da Austrália, isto é, administrado pelo país, recebendo, assim, a mesma taxação que os produtos australianos: 10%.
Outra região sem população humana na lista de Trump é a ilha vulcânica de Jan Mayen, administrada pela Noruega. O arquipélago é coletivamente designado com Svalbard, que fica localizada perto do Polo Norte, lar de ursos polares e de uma população de pouco menos de 3 mil habitantes. Os locais foram taxados em 10%, enquanto a Noruega enfrenta tarifas de 15% sobre as importações.
