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Bolsas asiáticas abrem em queda após tarifas de 104% dos EUA sobre a China

Bolsa de valores | Reprodução

As principais bolsas de valores asiáticas abriram em queda, mais uma vez, nesta quarta-feira (9). O efeito foi desencadeado pela imposição de uma tarifa adicional pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre produtos chineses, acumulando 104% em taxas..

A tarifa adicional entrou em vigor depois que a China se recusou a suspender a taxação retaliatória de 34% sobre produtos importados dos Estados Unidos. Trump havia estipulado até 13h de terça-feira (8) como prazo para Pequim retirar as tarifas, mas recebeu uma dura resposta do país. “Se os Estados Unidos insistirem nesse caminho, a China lutará até o fim”, disse o governo chinês.

Como consequência, o índice CSI300 da China abriu em queda de 1,2%, enquanto o índice de referência Hang Seng, de Hong Kong, caía 1,8%. No mercado japonês, o índice Nikkei registrou queda de 3,9% antes de se estabilizar, caindo 2,7% horas depois. Já na Coreia do Sul, o Kospi perdeu 0,6%.

O tarifaço também repercutiu no mercado norte-americano, que encerrou a terça-feira (8) em queda pelo quarto dia consecutivo desde o anúncio de Trump, na última semana. O índice Dow Jones, por exemplo, registrou queda de 0,84%, fechando aos 37.645,59 pontos, e o S&P 500 recuou 1,57%, aos 4.982,77 pontos. O Nasdaq teve a maior desvalorização do dia, caindo 2,15%, aos 15.267,91 pontos.

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Possíveis negociações

Apesar do aumento de tom na guerra comercial, Trump disse acreditar que a China “vai aceitar um acordo em algum momento”. “Tem que dar o braço a torcer. Eles estão manipulando a moeda hoje como uma forma de compensar as tarifas”, disse o presidente norte-americano.

A possibilidade, no entanto, foi rejeitada por Pequim, que classificou as “tarifas recíprocas” dos Estados Unidos sobre o país como “completamente infundadas” e “um exemplo típico de intimidação unilateral”. Em nota, o Ministério do Comércio defendeu as contramedidas já implementadas e ressaltou que “pressão e ameaças” não são a abordagem adequada para lidar com o país.

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