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Endividamento e inadimplência das famílias natalenses caem, mas ainda preocupam

SEDEC projeta crescimento do PIB do RN entre 1,1% e 2,3% em 2026, acompanhando a economia nacional e com destaque para o setor de serviços.
Foto: Marcello Casal

No fechamento de abril de 2025, 86,2% das famílias natalenses declararam possuir algum tipo de dívida, segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Trata-se de uma queda de 2,1 pontos porcentuais em relação a abril de 2024 (88,3%), mas ainda acima da média nacional (77,6%). No mesmo período, a inadimplência recuou de 55,9% para 36,4%, demonstrando avanço no equilíbrio financeiro, embora permaneça superior aos 29,1% registrados em todo o país.

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O principal vetor de endividamento em Natal continua sendo o cartão de crédito, citado por 80,6% das famílias — índice que supera a média das capitais nordestinas. Carnês (19,2%) e cheque especial (10%) vêm em seguida, seguidos por financiamento de imóvel (8%) e crédito consignado (7,6%). A parcela de famílias com renda de até 10 salários-mínimos apresenta comprometimento ainda maior, reforçando a desigualdade no acesso ao crédito.

Em termos de inadimplência, o tempo médio de atraso ficou em 42 dias, e 44,3% dos inadimplentes estão com contas vencidas entre 30 e 90 dias. Embora apenas 1,8% das famílias declarem não ter condições de quitar os débitos — menor índice para meses de abril desde 2010 e muito abaixo da média nacional de 12,4% —, 42% veem mais da metade da renda comprometida, limitando o consumo e a poupança.

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“Ainda que o nível de endividamento se mantenha elevado, a expressiva redução da inadimplência em Natal reflete a resiliência das famílias diante de custos de crédito elevados e inflação persistente. Esses números demonstram que, com educação financeira e políticas de renegociação, podemos avançar rumo a um cenário mais sustentável para o consumo local”, afirma o presidente do Sistema Fecomércio RN, Marcelo Queiroz.

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