Economia

Taxação dos EUA ameaça exportações e empregos no setor salineiro do RN

Foto: Elane Nascimento/Ponta Negra News

O presidente do Sindicato da Indústria da Extração do Sal do RN (SIESAL-RN) e diretor da FIERN, Airton Torres, participou de reunião com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), na última segunda-feira (21), em Brasília, para discutir os impactos da taxação de 50% imposta pelos Estados Unidos às importações de produtos brasileiros.

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A medida afeta diretamente o setor salineiro potiguar, responsável por 98% da produção nacional de sal. Também estiveram presentes o CEO da Salinor, Rafael Mandarino, e a diretora da Associação Brasileira dos Terminais Portuários (ABTP), Cláudia Borges, representando a Intersal (Porto Ilha).

Setor alerta para risco de colapso na produção

Durante o encontro, Torres entregou ao MDIC documentos, incluindo carta da governadora Fátima Bezerra ao presidente da República, solicitando ações diplomáticas para reverter ou adiar a medida. O dirigente defendeu que, caso a retirada da tarifa não seja possível, a entrada em vigor seja adiada por 90 dias para que haja tempo hábil para negociação técnica com apoio do setor produtivo.

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“O secretário entendeu que as informações foram úteis e importantes para elaboração de um documento que o governo federal vai encaminhar aos EUA”, destacou Torres.

Empregos e Porto Ilha em risco

O SIESAL-RN também divulgou nota técnica alertando para o impacto direto da medida no emprego e na cadeia logística do Semiárido. Segundo o sindicato, 4 mil empregos estão ameaçados, além de risco de inviabilização das operações no Porto Ilha, em Areia Branca.

Atualmente, 47% das exportações de sal do RN têm como destino os Estados Unidos, o que equivale a cerca de 530 mil toneladas por ano. “Se a tarifa for mantida, o sal potiguar estará fora do mercado americano e não há outro destino que absorva esse volume”, enfatizou o presidente.

Brasil pode virar importador de sal

De acordo com o SIESAL-RN, caso a tarifa seja mantida, o Brasil corre o risco de se tornar dependente da importação de sal, comprometendo a sustentabilidade da produção nacional e a soberania sobre um recurso estratégico.

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