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Tarifaço de Trump: RN será 5º estado mais afetado

Com nova tarifa dos EUA, setor pesqueiro do RN reduz operações e governo anuncia medidas para minimizar impactos.
Foto: Reprodução/Fiern

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, oficializou, na quarta-feira (30), o decreto que impõe tarifa de 50% sobre produtos brasileiros. A medida entrará em vigor em 6 de agosto e afetará diretamente o Rio Grande do Norte, que será o quinto estado brasileiro mais prejudicado.

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Trump oficializa tarifa de 50% sobre produtos brasileiros

O motivo é que oito dos dez produtos mais exportados pelo RN estão na lista dos itens tarifados. Entre eles, estão peixes frescos e congelados, melão, melancia, mamão, sal, açúcar, balas e confeitos. Já a castanha de caju e o óleo de petróleo ficaram de fora.

Indústrias potiguares preocupadas

Para o presidente da Federação das Indústrias do RN (Fiern), Roberto Serquiz, o impacto pode ser grave, mas ainda há esperança de reverter a situação.

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“O desafio é buscar alternativas de mercado, dialogar com parceiros americanos e minimizar os danos às exportações”, afirmou.

Os setores de sal, pesca e balas são os mais expostos, com até 80% das exportações voltadas para o mercado dos EUA. A pesca será o setor mais atingido.

O presidente do Sindicato da Indústria da Pesca do RN (Sindipesca-RN), Arimar França Filho, destacou a necessidade de retomar acordos com a Europa:

“O mercado interno não absorve nossa produção. Precisamos reabrir o mercado europeu”.

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Setores já buscam alternativas

O setor de doces e balas, que já previa a possibilidade do tarifaço, também busca novos caminhos.

“Temos volume considerável para os EUA. Vamos negociar para reduzir o impacto”, explicou Luís Eduardo Simas, do Sindicato das Empresas de Doces do RN.

Já o setor salineiro, responsável por metade do sal exportado do Brasil para os EUA, prevê prejuízos severos.

“Estamos perdendo 550 mil toneladas de sal por ano. Isso afeta empregos, impostos e o mercado externo”, disse Airton Torres, do Sindicato da Indústria da Extração do Sal do RN (Siesal-RN).

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A Fiern estima prejuízo anual entre US$ 70 milhões e US$ 100 milhões. Os efeitos devem atingir empregos, investimentos e contratos de longo prazo.

“Ainda precisamos dos próximos 60 dias para medir o real impacto”, completou Serquiz.

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