Polícia

Igor Cabral denuncia tortura e ameaças por presos e policiais

Foto: Reprodução

A Cadeia de Ceará-Mirim está no centro de uma investigação após após Igor Eduardo Pereira Cabral, preso por violência contra a ex-namorada, relatar ter sofrido uma série de agressões físicas e psicológicas dentro da unidade prisional. O relato, registrado na Delegacia de Plantão da Polícia Civil, expõe detalhes de humilhações e ameaças, supostamente cometidas por policiais penais.

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SEAP apura denúncia de agressão a Igor Cabral, preso por violência contra ex-namorada

Segundo o comunicante, tudo começou no dia 24 de julho de 2025, após audiência de custódia. Ele foi encaminhado ao Centro de Recebimento e Triagem (CRT) de Parnamirim, onde inicialmente ficou numa cela comum com oito detentos, sem incidentes. No entanto, no dia 30, foi transferido para uma cela isolada por um policial penal que usava balaclava e apresentava sotaque carioca. O agente teria ameaçado o preso, afirmando que ele teria apenas duas opções: ser agredido e violentado todos os dias ou se suicidar até a sexta-feira seguinte (1).

Ainda no mesmo dia, ele foi conduzido à Cadeia de Ceará-Mirim, onde reconheceu o policial que o havia ameaçado. Segundo o relato, foi colocado despido, algemado e isolado. Os agentes o empurraram para o ralo do banheiro, cuspiram nele, fizeram filmagens usando celulares e estando ele despido e o espancaram com chinelos, socos e chutes. Além disso, usaram spray de pimenta e o obrigaram a ingerir o líquido, seguido por novas agressões.

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De acordo com a vítima, os agentes afirmaram que envenenariam sua comida e que ele seria estuprado por outros detentos, para os quais seria enviado pelado. Em outro momento, deixaram-no em pé com a cabeça baixa e o agrediram com cotoveladas e socos, além de oferecerem um lençol, sugerindo que ele cometesse suicídio.

Corregedoria acompanha investigação

No dia 1º de agosto, por volta das 19h, agentes da Corregedoria da Polícia Penal o escoltaram à delegacia para registrar o ocorrido e realizar exame de corpo de delito. A Secretaria da Administração Penitenciária (SEAP) declarou ter adotado providências imediatas, destacando que a investigação ficará a cargo da Polícia Civil, enquanto a Corregedoria também acompanha o caso no âmbito interno.

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