O Exército de Israel anunciou que está pronto para implementar a primeira fase do plano de paz em Gaza, elaborado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A informação foi divulgada na noite de sexta-feira (3), poucas horas depois de o grupo extremista Hamas aceitar parte do acordo proposto.
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Segundo as Forças de Defesa de Israel (IDF), o chefe do Estado-Maior ordenou a preparação avançada para a execução do plano, que prevê a redução da ofensiva militar em Gaza e a libertação dos reféns sequestrados em 7 de outubro de 2023. O comunicado também reforçou que a segurança das tropas permanece como prioridade máxima.
Primeira fase do plano de paz em Gaza
A primeira etapa do plano de paz em Gaza inclui a suspensão de ocupações militares e o recuo das tropas israelenses para o sul do território palestino. Além disso, as operações devem se restringir a ações defensivas, enquanto ocorre a negociação para a liberação dos reféns mantidos pelo Hamas.
De acordo com o Exército, o objetivo dessa fase é criar um ambiente seguro para a execução dos próximos passos do acordo e permitir a entrada de ajuda humanitária. Por outro lado, as autoridades israelenses alertam para a necessidade de manter vigilância diante de possíveis ataques.
Detalhes do acordo proposto por Trump
O plano proposto pelo governo Trump prevê a troca de reféns israelenses por cerca de 250 palestinos condenados e 1.700 detidos em prisões de Israel. O texto também prevê a desmilitarização da Faixa de Gaza, anistia a combatentes que se renderem e reconstrução da infraestrutura local.
Além disso, a proposta estabelece que o território será administrado temporariamente por um “Conselho da Paz” internacional, liderado por Trump, com participação de ex-líderes mundiais, como o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair, e representantes palestinos independentes. O Hamas, no entanto, ficará excluído dessa nova administração.
Como resultado das negociações, o Hamas afirmou ter concordado em libertar os 48 reféns restantes e ceder o controle administrativo do enclave a um órgão internacional. Mesmo assim, o grupo declarou que ainda há pontos pendentes a serem debatidos antes de um acordo final.
Em nota, o gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu destacou que Israel continuará trabalhando em cooperação total com Trump e sua equipe para encerrar o conflito. “Seguiremos em conformidade com os princípios estabelecidos por Israel, alinhados à visão do presidente Trump”, diz o comunicado.
