Internacional

Israel começa a transferir prisioneiros palestinos

Foto: Reuters

Em meio ao cessar-fogo firmado nesta semana, Israel transfere prisioneiros palestinos que deverão ser trocados pelos reféns mantidos pelo Hamas. A operação começou neste sábado (11), segundo informou o Serviço Prisional de Israel, e envolve milhares de agentes de segurança.

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De acordo com o comunicado oficial, os detidos estão sendo levados para as prisões de Ofer, na Cisjordânia, e Ketziot, localizada no deserto de Negev, no sul de Israel. A transferência marca o início da primeira fase do acordo que prevê a libertação de 48 reféns israelenses em troca de 250 prisioneiros palestinos e 1.700 moradores de Gaza detidos desde outubro de 2023.

Entre os prisioneiros, há integrantes do Hamas, da Jihad Islâmica Palestina, do Fatah e da Frente Popular para a Libertação da Palestina.

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Israel transfere prisioneiros palestinos e prepara nova etapa do cessar-fogo

Segundo as autoridades israelenses, os detidos permanecerão nas prisões designadas até que o governo aprove a continuidade da operação. Certamente, o movimento representa um avanço nas negociações para reduzir as tensões no Oriente Médio, após meses de conflito intenso na Faixa de Gaza.

O anúncio foi feito horas depois de o ex-presidente Donald Trump afirmar, em discurso na sexta-feira (10), que os reféns “estavam sendo recuperados” e que muitos haviam sido encontrados em “lugares subterrâneos bastante difíceis”. A previsão é que os reféns sejam devolvidos a Israel até segunda-feira (13).

Além disso, o cessar-fogo, iniciado na manhã de sexta (10), às 6h (horário de Brasília), trouxe alívio temporário para civis de ambos os lados. Palestinos e israelenses celebraram o acordo: em Gaza, acampamentos entre escombros se tornaram palco de orações e festas, enquanto, em Tel Aviv, famílias se reuniram na Praça dos Reféns para agradecer pelas libertações previstas.

Ajuda humanitária e retorno de civis a Gaza

Neste sábado (11), as primeiras levas de ajuda humanitária começaram a entrar na Faixa de Gaza, que enfrenta escassez severa de alimentos, água e medicamentos. Conforme o acordo, 600 caminhões por dia, operados pela ONU e organizações parceiras, devem cruzar a fronteira com suprimentos essenciais.

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Como resultado, milhares de palestinos começaram a retornar à Cidade de Gaza, muitos deles a pé ou em carroças. A região, que abriga mais da metade da população do enclave — cerca de 2,2 milhões de pessoas —, tenta se reconstruir em meio à destruição causada pelos bombardeios.

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