Cidades

Família faz vaquinha para tratamento de menina com Síndrome de Down e leucemia

Foto: Arquivo Pessoal

Moradora do bairro Nossa Senhora de Nazaré, em Natal, a pequena Letícia, de 6 anos, nasceu com Síndrome de Down. Até pouco tempo, sua rotina era marcada por risadas, brincadeiras com o irmão de três anos e músicas preferidas que ecoavam pela casa. Tudo mudou quando a família recebeu um diagnóstico devastador: leucemia em estágio avançado.

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Após o diagnóstico, Letícia foi internada e iniciou o tratamento com sessões de quimioterapia. Foram vários dias na UTI, período em que perdeu força nas pernas devido à imobilidade, mas começou a se recuperar e chegou a receber alta.

Em casa, entretanto, um erro médico mudou o rumo da história. Segundo a família, uma aplicação de quimioterapia foi feita fora da veia, causando uma grave queimadura no braço. A lesão evoluiu para uma infecção generalizada, e o quadro se agravou rapidamente.

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Durante um procedimento de emergência, Letícia sofreu duas paradas cardiorrespiratórias — uma de 17 minutos e outra de 5 minutos — e, contra todas as expectativas, sobreviveu.

“Os médicos disseram para nos prepararmos para o pior, mas ela reagiu. Seis horas depois, um pezinho se mexeu. Doze horas depois, ela abriu os olhos. Um verdadeiro milagre”, relatam os pais.

Reabilitação e rotina de cuidados em casa

Hoje, Letícia está em casa sob cuidados de home care. Ela respira com auxílio de traqueostomia, se alimenta por sonda e ainda não consegue engolir alimentos. O corpo está atrofiado, mas ela ouve, enxerga e responde a estímulos.

A casa da família foi adaptada e funciona como uma verdadeira UTI domiciliar, com ar-condicionado 24 horas, materiais hospitalares e equipamentos. A mãe, Naama, dedica-se integralmente ao cuidado da filha, enquanto o pai, Wellington, músico e professor de piano, trabalha para sustentar a casa.

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Uma amiga da família também se mudou para ajudar com o irmãozinho mais novo e a rotina diária.

Os médicos acreditam que Letícia pode evoluir com terapias intensivas, graças à plasticidade cerebral da infância. O tratamento inclui fisioterapia, fonoaudiologia e terapia ocupacional, além de consultas e exames frequentes.

Vaquinha busca manter tratamento e esperança

Para continuar o tratamento, a família criou uma vaquinha virtual com o objetivo de custear o home care, o plano de saúde, fraldas, insumos, terapias e deslocamentos médicos.

As contribuições ajudam a cobrir:

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  • Manutenção do home care e do plano de saúde;

  • Compra de fraldas, curativos e materiais hospitalares;

  • Custos extras de energia elétrica;

  • Sessões de reabilitação e acompanhamento médico especializado.

“A Letícia já fez o impossível uma vez. Cada contribuição ajuda a trazer de volta sua voz, seus sorrisos e suas músicas”, diz a família.

Quem desejar ajudar pode contribuir por meio da Vakinha oficial da campanha: https://voaa.me/leticia

Assista
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Vaquinha para tratamento de Letícia

 

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