Vítimas palestinas foram levadas às pressas ao hospital de Al-Aqsa neste domingo (19), após novos ataques israelenses na Faixa de Gaza. Segundo autoridades de saúde locais, ao menos 11 pessoas morreram e dezenas ficaram feridas. O episódio reacende a tensão e coloca em risco o cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos, que já durava uma semana.
Leia também:
Coroa de diamantes e esmeraldas é encontrada após roubo no Louvre
De acordo com moradores de Gaza, os bombardeios atingiram áreas residenciais e zonas próximas à fronteira sul. As forças israelenses afirmaram que reagiram a ataques do Hamas contra suas tropas, incluindo disparos de foguetes e franco-atiradores. A ofensiva, portanto, representa uma nova escalada na região, que vive um frágil equilíbrio desde o início da trégua.
Israel acusa Hamas de ataques e reage com bombardeios
Por meio do X (antigo Twitter), as Forças de Defesa de Israel (IDF) afirmaram que “terroristas dispararam um míssil antitanque contra tropas da IDF que operavam para desmantelar a infraestrutura terrorista em Rafah, no sul de Gaza”. Conforme o comunicado, os militares israelenses responderam “para eliminar a ameaça e destruir túneis e estruturas usadas para atividades terroristas”.
Além disso, as IDF classificaram o episódio como “uma violação flagrante do acordo de cessar-fogo” e prometeram “responder firmemente”. Ainda segundo o governo israelense, a passagem de Rafah — na fronteira entre Gaza e Egito — permanecerá fechada até novo aviso, o que agrava a crise humanitária na região.
Por outro lado, o Hamas negou qualquer ataque e reiterou seu compromisso com o cessar-fogo. “O Hamas afirma seu compromisso com o acordo e enfatiza que a ocupação sionista continua a violar o pacto, fabricando pretextos para justificar seus crimes”, declarou Izzat Al Risheq, alto funcionário do grupo, em sua conta no Telegram.
