Educação

IMD forma 144 idosos em cursos de inclusão digital do ProEIDI

Projeto oferece cinco cursos e encerra o semestre com evento ProEIDI Conecta. Foto: Thiago Araújo

O Instituto Metrópole Digital (IMD/UFRN) realizou, na última sexta-feira (07), a cerimônia de encerramento do projeto de extensão Inclusão Digital para Idosos (ProEIDI). O evento, intitulado ProEIDI Conecta, marcou a formatura, neste semestre, de 144 participantes, e aconteceu na sede do IMD. Ao todo, o programa já formou cerca de 1,3 mil idosos no estado.

A programação, ocorrida no período da manhã, incluiu uma série de atividades que uniram aprendizado e confraternização. O encontro teve início com a entrega de materiais arrecadados e a organização das equipes, seguida da abertura oficial e da palestra O Impacto do ProEIDI na Minha Vida, na qual os participantes puderam dar depoimentos sobre suas experiências e seus resultados com o curso.

Em seguida, os presentes participaram de dinâmicas como quebra-cabeça digital, jogo da memória, apresentações das turmas e entrega dos certificados, encerrando o evento com um tradicional sorteio de brindes.

Cinco cursos

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Neste semestre, o projeto ofertou cinco cursos: Smartphone Básico, Smartphone Avançado, Computador, Pensamento Computacional e Inteligência Artificial, sendo distribuídos em dez turmas. As aulas têm como objetivo promover a autonomia e a inclusão digital por meio do uso prático de tecnologias cotidianas e de ferramentas mais avançadas de raciocínio lógico e programação.

De acordo com Isabel Dillmann Nunes, professora do IMD responsável pelo projeto, a experiência do semestre foi marcada por uma intensa troca de conhecimentos entre gerações. “O ProEIDI 2025.2 proporcionou uma relação intergeracional de aprendizado, onde as pessoas idosas aprendem tecnologias, mas os monitores e professores da graduação aprendem empatia e a perceber as necessidades do outro, algo essencial para quem está aprendendo a desenvolver tecnologia”, destacou.

A docente explica também que os cursos abordaram desde o uso de aplicativos cotidianos até conceitos de programação e inteligência artificial. “Eles aprenderam a usar o celular no dia a dia, mas também a programar e entender como funcionam tecnologias como a inteligência artificial. Ou seja, não é só usar um aplicativo, mas compreender o que existe por trás dele”, completou.

O ProEIDI existe no IMD desde 2016, e se tornou referência nacional, especialmente por inspirar a criação de um programa nacional de incentivo à inclusão digital para idosos no Brasil, por meio da Sociedade Brasileira de Computação (SBC).

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As próximas turmas do projeto estão previstas para serem abertas em meados de março de 2026.

Fonte: IMD/UFRN.

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