Brasil

Nordeste propõe recaatingamento como eixo da transição ecológica na COP30

A proposta, que reúne governadores e pesquisadores do Nordeste, foi discutida no painel “Diálogo Pela Caatinga” com a governadora Fátima Bezerra - Foto: Divulgação/Governo do RN

O Rio Grande do Norte destacou na COP30, o caminho que nasce do sertão para o mundo: o recaatingamento. A proposta, que reúne governadores e pesquisadores do Nordeste, foi discutida no painel “Diálogo Pela Caatinga” com a governadora Fátima Bezerra, que defende que a regeneração da Caatinga é também a regeneração da dignidade do povo nordestino.

“Recaatingar é unir ciência, tradição e justiça social para regenerar a terra e a vida de quem nela vive”, afirmou a governadora Fátima Bezerra.

Ela observou que Nordeste, onde se concentra 90% da área de Caatinga, vem se consolidando como laboratório de inovação ecológica e social. O Rio Grande do Norte, por exemplo, foi o primeiro estado do país a regulamentar o Fundo Estadual de Combate à Desertificação, mecanismo que garante recursos e governança para ações de reflorestamento e tecnologias sociais de convivência com o Semiárido.

Ao reforçar que políticas de regeneração ambiental exigem também condições estruturais de financiamento, a chefe do Executivo estadual chamou atenção para a necessidade de ampliar os mecanismos de apoio e investimento voltados à Caatinga: “o financiamento é importante para conter o desmatamento, enfrentar a desertificação, levar a pesquisa científica a campo e garantir a sustentabilidade para os povos da Caatinga”, defendeu Fátima.

Diretor-geral do Idema, Werner Farkatt reforçou a importância do Consórcio Nordeste na consolidação do Fundo da Caatinga, inspirado no modelo do Fundo Amazônia: “Essa é uma resposta política do Nordeste à crise climática. É a demonstração de que podemos gerar soluções com base em nossos próprios territórios.”

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Já Marina Melo, diretora da Potigás, destacou que a política de recaatingamento dialoga com o papel do estado na transição energética: “O mesmo Rio Grande do Norte que lidera a energia eólica na América Latina agora aposta na bioeconomia do Semiárido. São dois caminhos que se cruzam em direção ao mesmo futuro sustentável”, disse Marina, acrescentando que está no radar da Potigás projetos na área de biogás.

O debate, realizado na quarta-feira (12), reforçou que o Semiárido não é um obstáculo, mas uma das maiores oportunidades climáticas do Brasil. E, em meio às discussões globais da COP30, o Nordeste reafirmou sua vocação: transformar resistência em política pública e o bioma em esperança concreta de futuro.

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