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Caso Benício: médica admite erro em prescrição fatal

Foto: Reprodução

O caso Benício ganhou novos contornos após documentos internos do Hospital Santa Júlia, em Manaus, confirmarem que a médica Juliana Brasil Santos admitiu ter errado ao prescrever adrenalina intravenosa para o menino Benício Xavier de Freitas, de 6 anos. Desde já, a revelação reacende a comoção em torno da morte da criança, que entrou na unidade com suspeita de laringite e sofreu seis paradas cardíacas depois da aplicação da medicação.

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Segundo a Rede Amazônica, Juliana relatou que alertou a mãe do menino de que a dose deveria ser administrada por via oral. No entanto, ela afirmou ter se surpreendido com o fato de a equipe de enfermagem não questionar a prescrição. Assim, a técnica Raíza Bentes Paiva aplicou exatamente o que estava registrado no sistema, o que, conforme o relatório, resultou na administração equivocada da adrenalina.

Outro documento, elaborado pela UTI Pediátrica, confirma que o paciente apresentou taquicardia, palidez, dificuldade respiratória e sinais de “infecção por drogas que afetam o sistema nervoso”. Conforme os pais, o menino morreu instantes após receber a medicação incorreta. A denúncia foi formalizada na última terça-feira (25).

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Ministério Público e o avanço da investigação

O Ministério Público do Amazonas manifestou-se favorável à suspensão dos registros profissionais da médica e da técnica de enfermagem. Além disso, o promotor Fabrício Santos de Almeida anexou o parecer ao pedido de prisão feito pela Polícia Civil, que investiga o episódio como homicídio doloso qualificado pela crueldade.

Embora a Polícia Civil tenha solicitado a prisão de Juliana, a Justiça autorizou que ela responda ao processo em liberdade, após a concessão de habeas corpus preventivo. Ainda assim, o MP recomendou medidas cautelares, como suspensão do exercício profissional, proibição de deixar Manaus sem autorização e restrição de contato com a família da vítima. As mesmas medidas foram solicitadas para a técnica de enfermagem.

O delegado Marcelo Martins, responsável pelo caso, afirmou que a investigação segue avançando para esclarecer todas as circunstâncias que levaram à morte da criança. Além disso, novas diligências devem ocorrer nos próximos dias.

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