A declaração que Venezuela acusa Trump de violar a soberania nacional marcou o sábado (29) e elevou a tensão entre Caracas e Washington. De imediato, o governo venezuelano reagiu com firmeza à fala do presidente dos Estados Unidos, que afirmou que o espaço aéreo da Venezuela deve ser considerado “totalmente fechado”. Além disso, autoridades classificaram a postura norte-americana como uma escalada diplomática perigosa.
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Segundo o chanceler Yván Gil, a declaração representa uma “ameaça explícita de uso da força”, proibida pelo Artigo 2, parágrafo 4, da Carta das Nações Unidas. Conforme o governo, a pressão norte-americana já interrompeu 75 voos de repatriação do programa “Volta à Pátria”, responsável por trazer ao país 13.956 venezuelanos. E eu repito: Caracas vê a medida como um dano direto aos cidadãos.
Venezuela acusa Trump e amplia críticas
Certamente, o governo de Nicolás Maduro aproveitou o episódio para reforçar críticas antigas aos Estados Unidos. Washington acusa Maduro de liderar o chamado Cartel de los Soles e mantém sanções econômicas, pressão diplomática e apoio à oposição. Por outro lado, o presidente venezuelano nega todas as acusações e afirma que Trump age de forma colonialista.
Além disso, Maduro classificou a pressão estrangeira como “injustificável” e contrária ao direito internacional. “Eles tentam impor sua vontade ao nosso povo. É uma postura colonialista e agressiva”, disse o presidente. Depois, a chancelaria venezuelana afirmou que continuará denunciando o que considera violações sistemáticas da soberania.
Embora o clima seja tenso, analistas veem o episódio como parte de uma disputa política que deve continuar nos próximos meses. Eventualmente, novos comunicados podem surgir, já que a retórica de ambos os lados tende a se intensificar diante do cenário eleitoral e geopolítico.
