Brasil

Morte de Lindomar Castilho aos 85 anos marca fim do Rei do Bolero

A morte Lindomar Castilho foi confirmada neste sábado (20), aos 85 anos, e encerra a trajetória de um dos nomes mais conhecidos do bolero no Brasil. Primeiramente, a informação foi divulgada pela filha do cantor, Lili De Grammont, por meio das redes sociais. No entanto, a família não informou a causa da morte. Nascido em 1940, em Rio Verde, Goiás, Lindomar construiu uma carreira marcada por enorme sucesso popular, mas também por um episódio trágico que atravessou sua história artística.

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Desde já, Lindomar Castilho ganhou notoriedade nacional ao se consolidar como um dos maiores intérpretes do bolero brasileiro. Conhecido como “Rei do Bolero” e “Namorado de las Américas”, o cantor ficou famoso por canções que exploravam a desilusão amorosa. Certamente, letras intensas e melodias românticas aproximaram o artista de um público fiel, sobretudo nas décadas de 1970 e 1980.

Morte Lindomar Castilho e uma carreira de sucesso

Ao longo da carreira, Lindomar lançou mais de 30 discos, sendo cerca de 20 deles no exterior. Além disso, suas músicas ultrapassaram fronteiras e ajudaram a popularizar o bolero brasileiro em outros países da América Latina. Em 2001, por exemplo, a canção Você É Doida Demais ganhou novo fôlego ao ser escolhida como tema do seriado Os Normais, da Rede Globo. Posteriormente, em 2011, Eu Vou Rifar Meu Coração inspirou o documentário homônimo de Ana Rieper, que analisou o imaginário romântico da música considerada “brega”.

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Entretanto, a trajetória artística do cantor também ficou marcada por um crime que chocou o país. Na década de 1980, Lindomar Castilho matou a ex-mulher, a cantora Eliane de Grammont, durante uma apresentação em São Paulo. Conforme registros da época, Eliane se apresentava em um bar quando o ex-marido entrou no local e efetuou disparos. O cantor foi condenado a 12 anos de prisão e, depois, obteve liberdade condicional em 1988.

Ao anunciar a morte do pai, Lili De Grammont fez um relato contundente sobre o impacto do crime na família. Segundo ela, o episódio representou a morte simbólica de toda uma estrutura familiar.

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