A tensão militar no Caribe entra em um novo estágio de preocupação com o bloqueio de sinais de GPS nas proximidades da Venezuela. Além disso, dados de satélite analisados por uma empresa privada apontam interferências relevantes na navegação aérea, o que levou autoridades e companhias de aviação a reforçarem o alerta para voos que cruzam rotas internacionais sobre o Caribe.
Leia também:
Ponte entre Brasil e Paraguai é inaugurada em Foz do Iguaçu
Segundo essas informações, a interferência nos sinais de posicionamento teria origem em território venezuelano. Além disso, analistas avaliam que a ação pode ter como objetivo dificultar a comunicação e a operação de forças militares dos Estados Unidos que atuam na região. No entanto, oficialmente, o governo de Caracas não confirma qualquer envolvimento direto nesse tipo de operação tecnológica.
Por outro lado, reportagem do jornal New York Times trouxe uma versão adicional ao citar uma fonte da Universidade de Stanford. Conforme o especialista ouvido pelo jornal, parte da interferência também pode estar sendo realizada por navios militares norte-americanos posicionados no Caribe. Assim, o cenário reforça o clima de instabilidade e amplia as incertezas sobre a segurança do espaço aéreo regional.
Tensão militar no Caribe eleva risco para aviação
Embora o embate diplomático e militar envolva governos e forças armadas, o impacto mais imediato recai sobre a aviação civil. O bloqueio ou a degradação dos sinais de GPS representa um risco direto para aeronaves comerciais que sobrevoam a região. Afinal, os sistemas de navegação por satélite são essenciais para rotas seguras, pousos de precisão e controle de tráfego aéreo.
Enquanto isso, os Estados Unidos afirmam que não pretendem reduzir sua presença militar no Caribe. Pelo contrário, Washington sustenta que a atuação na área continua focada no combate ao narcotráfico e a organizações criminosas que utilizam rotas marítimas para o transporte de drogas. Atualmente, o maior porta-aviões do mundo permanece posicionado em Porto Rico, acompanhado por militares e agentes do serviço de inteligência norte-americano.
Além disso, o governo dos EUA mantém a política de interceptação de navios petroleiros que estejam sob sanções internacionais. Em contraste, a Venezuela vê essas ações como parte de uma estratégia de pressão econômica e militar. Mesmo após um telefonema recente entre Donald Trump e Nicolás Maduro, não há indícios de recuo nas operações ou de redução das tensões.
