Os usuários de transporte por aplicativo passaram a relatar corridas mais caras em diversas cidades brasileiras ao longo de 2025. Desde já, as queixas se multiplicaram nas redes sociais, com destaque para o aumento do preço dinâmico da Uber e da 99. Além disso, muitos consumidores afirmaram que trajetos curtos passaram a custar mais do que o padrão observado nos últimos meses, o que elevou a insatisfação.
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Como resultado das reclamações, o Procon Paulistano notificou oficialmente a Uber e a 99 para que explicassem as possíveis alterações nos valores cobrados. Segundo o órgão, a falta de clareza sobre a formação dos preços pode violar o artigo 6º do Código de Defesa do Consumidor, que garante transparência e modicidade nas tarifas. Assim, o Procon alertou que a cobrança de valores considerados desproporcionais, sem justificativa técnica ou econômica clara, pode caracterizar prática abusiva.
Corridas mais caras e os dados da inflação
Conforme dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), calculado pelo IBGE, a percepção dos usuários encontra respaldo nos números oficiais. No IPCA-15 acumulado entre janeiro e dezembro de 2025, o transporte por aplicativo registrou a maior alta do ano, com aumento de 45,38%. Ou seja, corridas mais caras deixaram de ser apenas impressão e passaram a ser um fato estatístico.
Por outro lado, a variação não foi uniforme em todo o país. Na região metropolitana de São Paulo, a alta acumulada chegou a 35,81%. Entretanto, no Rio de Janeiro, o avanço foi ainda maior, atingindo 49,51%. Simultaneamente, Porto Alegre liderou o ranking nacional, com impressionantes 74,76%, enquanto Brasília registrou elevação de 64,26%. Além disso, cidades como Fortaleza, Recife, Salvador e Belo Horizonte também apresentaram aumentos relevantes ao longo do ano.
O que dizem Uber e 99 sobre os preços
Procuradas para comentar o cenário, Uber e 99 informaram que se manifestam por meio da Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia (Amobitec). Em nota, a entidade explicou que as plataformas utilizam modelos de negócio voltados a equilibrar a demanda dos usuários com a oferta de motoristas disponíveis. Segundo a associação, fatores como distância, tempo de deslocamento, categoria do veículo e nível de demanda influenciam diretamente o valor final das corridas.




















































