O reajuste do salário mínimo a partir de 1º de janeiro de 2026 deve injetar cerca de R$ 845 milhões na economia do Rio Grande do Norte. A projeção é do Instituto Fecomércio RN. Segundo o estudo, o aumento do piso nacional deve impulsionar o consumo e movimentar diversos setores da economia potiguar.
Novo valor do salário mínimo
O salário mínimo passará de R$ 1.518 para R$ 1.621. O valor representa um ganho real de 2,5%. Além disso, o reajuste nominal será de 6,79%. Esse percentual resulta da inflação de 4,18% somada ao aumento real definido pelo governo.
Dessa forma, o novo piso amplia o poder de compra de trabalhadores, aposentados e pensionistas que têm rendimentos vinculados ao salário mínimo.
Impacto nacional do reajuste do salário mínimo
A reportagem é de Felipe Salustino, da Tribuna do Norte. De acordo com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), cerca de 6,9 milhões de brasileiros possuem renda referenciada pelo salário mínimo.
No cenário nacional, o impacto econômico do reajuste deve alcançar R$ 81,7 bilhões em 2026. Enquanto isso, o custo adicional estimado para a Previdência Social é de R$ 39,1 bilhões por ano.
Efeitos na economia do Rio Grande do Norte
Segundo o presidente da Fecomércio-RN, Marcelo Queiroz, o Rio Grande do Norte deve sentir esse impacto de forma mais intensa. Isso ocorre porque o estado possui o maior nível de formalidade do mercado de trabalho entre os estados do Nordeste.
Além disso, aposentados e pensionistas também se beneficiam diretamente do aumento. Conforme a Fecomércio-RN, esse cenário fortalece setores como comércio, serviços e turismo, ampliando a circulação de recursos na economia potiguar.
Expectativa para 2026
Por fim, a projeção indica que o reajuste do salário mínimo deve contribuir para o aumento da atividade econômica no Rio Grande do Norte ao longo de 2026, com reflexos diretos no consumo e no desempenho de diferentes segmentos produtivos do estado.




















































