Política

Ataque na Venezuela leva Brasil a convocar reunião de emergência

Foto: Marcello Casal Jr./ Agência Brasil

O ataque na Venezuela levou o governo brasileiro a convocar, neste sábado (3), uma reunião de emergência no Itamaraty para avaliar o cenário internacional. Primeiramente, a orientação do Palácio do Planalto e do Ministério da Defesa é adotar cautela. Segundo o ministro da Defesa, José Múcio, o momento ainda exige análise antes de qualquer posicionamento oficial.

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“É cedo para tomarmos qualquer atitude. Vamos fazer essa reunião e entender a situação”, afirmou o ministro em entrevista ao SBT News. Desde já, o governo brasileiro sinaliza que acompanhará os desdobramentos com atenção, evitando reações precipitadas diante da escalada militar envolvendo Estados Unidos e Venezuela.

Ataque na Venezuela amplia tensão diplomática

Conforme informações divulgadas por autoridades venezuelanas, o ataque norte-americano ocorreu por volta das 1h50 da madrugada, no horário local. Além disso, ao menos outras sete explosões foram registradas em Caracas, acompanhadas pelo sobrevoo de aeronaves militares. Simultaneamente, os estados de Miranda, Aragua e La Guaira também foram atingidos, com bombardeios direcionados a alvos civis e militares.

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Pouco tempo depois, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a captura do líder venezuelano Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores. Segundo o senador republicano Mike Lee, Maduro será levado a Washington para responder a acusações criminais. No entanto, o governo da Venezuela contesta essa versão.

Por outro lado, a vice-presidente venezuelana, Delcy Rodríguez, afirmou que o governo não sabe o paradeiro do casal. Em coletiva, ela exigiu “prova imediata de vida” e acusou Washington de tentar impor uma mudança de regime à força. Conforme destacou, a ação representa uma violação da soberania nacional e do direito internacional.

Anteriormente, os dois países já enfrentavam um período de tensão militar. Em setembro do ano passado, os Estados Unidos iniciaram uma operação naval contra o narcotráfico no Caribe e no Pacífico, próximo às costas da Venezuela e da Colômbia. Embora Washington afirme combater cartéis de drogas, Caracas sempre interpretou a ação como uma ameaça direta.

Depois disso, o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, declarou que Maduro será acusado formalmente por tráfico de drogas. Assim, o ataque na Venezuela se insere em um contexto de confrontos políticos e militares que preocupam governos da região.

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