A Embaixada da Venezuela no Brasil divulgou, neste sábado (03), uma nota oficial em que condena o ataque dos Estados Unidos que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro. O comunicado classifica a ação do governo norte-americano, liderado por Donald Trump, como “criminosa e predatória”, além de denunciar graves violações ao direito internacional.
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Segundo a representação diplomática, o ataque ultrapassa os limites de um conflito político. Conforme a nota, trata-se de uma ofensiva direta contra a soberania venezuelana e contra o controle legítimo dos recursos naturais do país. Além disso, o texto destaca que ações desse tipo ameaçam a estabilidade regional e colocam em risco a paz em todo o continente americano.
Ainda de acordo com a Embaixada da Venezuela, “ataques perversos não são apenas contra a paz de um país, mas também contra o controle e a gestão soberana de nossos recursos naturais, a autodeterminação, o respeito ao direito internacional e a estabilidade do continente”. Dessa forma, o governo venezuelano reforça o discurso de que a ofensiva norte-americana possui interesses estratégicos e econômicos.
Embaixada da Venezuela reage e governo promete resistência
Antes da divulgação da nota diplomática, o ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino López, já havia se pronunciado publicamente. Em vídeo publicado nas redes sociais, ele afirmou que o país irá resistir à presença militar dos Estados Unidos em território venezuelano. Além disso, o ministro convocou militares e civis a se unirem contra o que classificou como agressão direta de Washington.
Segundo Padrino López, a ação iniciada na madrugada deste sábado representa uma ameaça à soberania nacional. No entanto, o ministro garantiu que as Forças Armadas permanecem mobilizadas e comprometidas com a defesa do país. Por outro lado, o governo dos Estados Unidos ainda não apresentou provas detalhadas sobre a captura de Nicolás Maduro.
Enquanto isso, a repercussão internacional cresce. Analistas avaliam que a reação da Embaixada da Venezuela no Brasil reforça o isolamento diplomático dos Estados Unidos em parte da América Latina. Além disso, o episódio pode intensificar tensões políticas e econômicas entre os países da região.




















































