EUA vão administrar Venezuela até que uma transição de governo considerada “segura, adequada e sensata” seja concluída. A declaração foi feita pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, neste sábado (3), após o ataque que resultou na captura de Nicolás Maduro. O presidente não detalhou prazos para o controle norte-americano, mas deixou claro que Washington assumirá a condução política e administrativa do país durante esse período.
Leia também:
Maduro será julgado nos EUA, diz Trump após captura
Segundo Trump, a decisão busca garantir estabilidade institucional e reorganizar setores estratégicos. Além disso, ele afirmou que empresas norte-americanas entrarão na Venezuela para recuperar a infraestrutura de exploração de petróleo. Conforme o presidente, a produção estava muito abaixo do potencial, o que justificaria a intervenção econômica. “Vamos levar nossas maiores companhias. Elas vão investir bilhões, consertar a estrutura e começar a gerar recursos”, declarou.
EUA vão administrar Venezuela e setor petrolífero
Durante o pronunciamento, Trump reforçou que EUA vão administrar Venezuela também com foco direto no setor energético. Segundo ele, as Forças Armadas dos Estados Unidos permanecerão no país para garantir a proteção das áreas de extração de petróleo. Além disso, o presidente afirmou que parte da riqueza obtida será destinada à população venezuelana, enquanto outra parcela servirá como compensação aos Estados Unidos.
Por outro lado, Trump adotou um tom de alerta ao comentar o impacto da operação. Conforme afirmou, o que ocorreu com Maduro pode se repetir com outros líderes considerados “injustos”. Dessa forma, o presidente disse que os Estados Unidos estão “reafirmando” sua influência no continente americano, sobretudo em um momento de instabilidade regional.
Enquanto isso, relatos apontam que a ofensiva militar começou por volta de 1h50 da madrugada em Caracas, com diversas explosões registradas na capital. Simultaneamente, aeronaves sobrevoaram a região, o que gerou pânico entre moradores que estavam nas ruas. No entanto, até o momento, não há balanço oficial sobre feridos ou danos estruturais.
Além disso, a ação ocorre após cerca de quatro meses de tensão entre os dois países. Desde setembro do ano passado, Washington intensificou operações navais no Caribe e no Pacífico, alegando combate ao narcotráfico. Trump acusa cartéis latino-americanos de utilizarem rotas marítimas próximas à Venezuela para o tráfico de drogas.




















































