Maduro será julgado nos Estados Unidos, segundo declaração do presidente norte-americano Donald Trump feita neste sábado (3). O anúncio ocorreu poucas horas após a captura do líder venezuelano Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, durante uma operação militar em larga escala realizada na Venezuela. A informação elevou a tensão diplomática e repercutiu fortemente na América Latina.
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De acordo com Trump, o casal seguia para Nova York, onde deve responder a acusações relacionadas ao narcotráfico. Conforme relatado pelo presidente, a ação ocorreu durante a madrugada, quando militares localizaram Maduro e Flores em um abrigo. Logo depois, as forças norte-americanas conduziram os dois até um helicóptero, que os levou ao navio de guerra Iwo Jima, posicionado no mar do Caribe.
Em entrevista à Fox News, Trump afirmou ter acompanhado a captura em tempo real. Segundo ele, a operação foi rápida e precisa, mesmo diante de estruturas reforçadas para dificultar o acesso. Além disso, o presidente descreveu a ação como algo “nunca visto”, ressaltando a eficiência das tropas envolvidas.
Maduro será julgado por narcoterrorismo nos EUA
A expectativa do governo norte-americano é apresentar Maduro e Cilia Flores à Justiça já na segunda-feira (4). Conforme informou a procuradora-geral dos Estados Unidos, Pamela Bondi, o líder chavista responde por conspiração para narcoterrorismo, importação de cocaína e posse de armas e dispositivos explosivos. Assim, as acusações ampliam o peso jurídico do processo que aguarda o casal em território norte-americano.
Trump também revelou que a operação estava planejada havia quatro dias. No entanto, condições climáticas adversas forçaram o adiamento da ação. Questionado sobre a sucessão política na Venezuela, o presidente afirmou que ainda avalia o cenário, lembrando que o país conta com uma vice-presidente. Por outro lado, evitou antecipar qualquer decisão sobre o futuro governo venezuelano.
Venezuela reage e fala em invasão
Enquanto isso, a reação venezuelana foi imediata. O ministro da Defesa, Vladimir Padrino López, condenou duramente a ofensiva dos Estados Unidos. Em vídeo divulgado nas redes sociais, ele convocou civis e militares a resistirem à presença norte-americana no país. Segundo o ministro, a ação representa uma agressão sem precedentes contra a soberania nacional.
Além disso, López acusou Washington de tentar mudar o regime venezuelano à força. Embora tenha afirmado que o país mantém vocação para a paz, destacou que a história nacional é marcada pela luta por liberdade. Por fim, o ministro pediu que organismos multilaterais e governos estrangeiros condenem a ação, classificando o ataque como uma ameaça à estabilidade regional.




















































