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Venezuela é atacada pelos EUA

Foto: REUTERS/Kacper Pempel

Os ataques na Venezuela marcaram a madrugada deste sábado (3) e elevaram novamente a tensão entre Caracas e Washington. Primeiramente, o governo venezuelano acusou os Estados Unidos de promover uma agressão militar que atingiu alvos civis e militares na capital, Caracas, além dos estados de Miranda, Aragua e La Guaira. Desde já, as autoridades locais classificaram a ação como uma grave violação do direito internacional.

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Em comunicado oficial, o governo afirmou que os bombardeios desrespeitam princípios fundamentais da Carta das Nações Unidas. Segundo o texto, a ofensiva compromete a soberania do país e ameaça a paz e a estabilidade internacionais, especialmente na América Latina e no Caribe. Além disso, Caracas alertou para os riscos diretos à vida de milhões de pessoas diante da escalada militar.

Ataques na Venezuela intensificam tensão regional

Conforme relatos de moradores, a primeira explosão ocorreu por volta de 1h50 da madrugada, no horário local. Em seguida, ao menos outras sete detonações foram ouvidas em diferentes pontos de Caracas. Simultaneamente, aeronaves sobrevoaram a região, o que provocou correria entre pedestres que estavam nas ruas no momento dos estrondos.

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Embora ainda não haja um balanço oficial de vítimas, o impacto psicológico foi imediato. Por outro lado, o governo venezuelano reforçou o discurso de que os ataques fazem parte de uma estratégia para desestabilizar o país. Segundo autoridades, a ação ocorre após quatro meses de crescente tensão militar entre os dois governos.

Anteriormente, em setembro do ano passado, os Estados Unidos iniciaram uma operação naval contra o narcotráfico no Caribe e no Pacífico, próximo às costas da Venezuela e da Colômbia. De acordo com o presidente norte-americano Donald Trump, cartéis latino-americanos utilizam essas rotas marítimas para enviar drogas ao território americano. No entanto, Caracas sempre interpretou a operação como uma ameaça velada.

Depois disso, o governo de Nicolás Maduro intensificou a mobilização de militares e milicianos, ampliando o patrulhamento das fronteiras. Conforme avaliou a gestão venezuelana, a presença naval dos Estados Unidos poderia servir de base para uma tentativa de mudança de regime.

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