A Coreia do Norte voltou a testar mísseis norte-coreanos neste domingo (04), intensificando o clima de instabilidade internacional. Os disparos ocorreram poucas horas depois de os Estados Unidos realizarem um ataque militar na Venezuela, ação que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro. Além disso, o lançamento coincidiu com o início da visita de Estado do presidente da Coreia do Sul, Lee Jae Myung, à China, principal aliada de Pyongyang.
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Segundo autoridades regionais, pelo menos dois mísseis balísticos foram lançados a partir da capital norte-coreana em direção ao mar entre as Coreias e o Japão. Embora não representem ameaça imediata, conforme avaliação das forças dos EUA no Indo-Pacífico, os testes ampliam as tensões em um cenário global já marcado por conflitos e disputas geopolíticas.
Mísseis norte-coreanos e recado político internacional
Analistas avaliam que os mísseis norte-coreanos funcionam como um recado direto à China. Conforme o professor Lim Eul-chul, do Instituto de Estudos do Extremo Oriente, em Seul, Pyongyang busca frear uma aproximação maior entre Pequim e Seul, além de reagir à postura chinesa favorável à desnuclearização da Península Coreana. Ao mesmo tempo, a Coreia do Norte tenta se diferenciar da Venezuela, projetando-se como potência nuclear capaz de exercer dissuasão militar agressiva.
A reação ao ataque dos EUA foi imediata. O governo norte-coreano acusou Washington de “violar violentamente a soberania da Venezuela” e classificou a ação como prova da “natureza desonesta e brutal” dos Estados Unidos. Por outro lado, especialistas destacam que o episódio na América do Sul aumenta o receio do líder Kim Jong Un sobre possíveis intervenções externas.
Enquanto isso, Coreia do Sul e Japão condenaram duramente os lançamentos. Em Seul, o gabinete presidencial convocou uma reunião emergencial de segurança e cobrou o fim de atos que violam resoluções do Conselho de Segurança da ONU. Já o ministro da Defesa japonês, Shinjiro Koizumi, afirmou que os disparos ameaçam a paz regional e a segurança internacional, ressaltando que Tóquio apresentou um forte protesto formal.





















































