O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, reagiu de forma dura às declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que afirmou, no domingo (4), que uma ação militar no país sul-americano seria uma “boa ideia”. Diante disso, Petro pediu que a população tome o poder caso ocorra qualquer tentativa de invasão estrangeira.
A declaração de Trump ocorreu um dia após operações militares na Venezuela, que resultaram na captura do ex-presidente Nicolás Maduro. Nesse contexto, o norte-americano elevou o tom ao comentar a situação regional e atacou diretamente o governo colombiano.
Trump acusa Petro e fala em ação militar
Durante conversa com jornalistas, Trump afirmou que a Colômbia é governada por um “homem doente”, a quem acusou de produzir cocaína e vendê-la aos Estados Unidos. Além disso, declarou que Petro “não vai continuar fazendo isso por muito tempo”.
Logo depois, ao ser questionado sobre uma possível ofensiva militar, Trump respondeu que uma “Operação Colômbia” seria uma boa ideia. Com isso, a fala aumentou a tensão diplomática entre os dois países.
Petro rebate acusações e convoca população
Por outro lado, Gustavo Petro usou as redes sociais para rebater as acusações e defender a legitimidade do seu governo. Segundo ele, não há qualquer vínculo com o narcotráfico.
“Não sou ilegítimo, nem narcotraficante. Meu único bem é minha casa familiar, que ainda pago com meu salário. Além disso, meus extratos bancários são públicos”, afirmou o presidente colombiano.
Em seguida, Petro reforçou que confia no povo colombiano. Por isso, fez um apelo direto em caso de agressão externa. “Pedi ao povo que defenda o presidente de qualquer ato violento ilegítimo. Assim, a forma de me defender é tomar o poder em todos os municípios do país”, escreveu.
Ordem às Forças Armadas e alerta a dissidentes
Além disso, Petro destacou seu papel constitucional como comandante supremo das Forças Militares da Colômbia. Nesse sentido, ele emitiu uma ordem direta à força pública.
Segundo o presidente, qualquer comandante que priorize interesses estrangeiros sofrerá afastamento imediato. “Todo comandante que prefira a bandeira dos EUA à bandeira da Colômbia será retirado da instituição. A Constituição determina que a força pública defenda a soberania popular”, afirmou.
Enquanto isso, Petro reafirmou sua confiança na história do país e nas Forças Armadas. “Confio no povo colombiano e no soldado que sabe que é filho de Bolívar e da bandeira tricolor”, concluiu.
Por fim, a ameaça de Trump à Colômbia e a resposta direta de Gustavo Petro elevam o clima de tensão na América Latina. O cenário preocupa líderes regionais, sobretudo após os recentes desdobramentos políticos e militares na Venezuela.





















































