O governo interino na Venezuela entrou no centro de uma avaliação estratégica conduzida pela Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos. Segundo o jornal The Wall Street Journal, a CIA indicou ao então presidente Donald Trump que aliados do regime de Nicolás Maduro poderiam oferecer maior estabilidade no curto prazo.
Avaliação foi apresentada a Trump
De acordo com a reportagem, a análise chegou a Trump nas últimas semanas. Além disso, o conteúdo do relatório influenciou a decisão do ex-presidente norte-americano de demonstrar apoio à vice-presidente de Maduro, Delcy Rodríguez.
Segundo fontes ouvidas pelo jornal, a CIA avaliou cenários para um eventual período de transição política em Caracas. No entanto, o documento não descreveu como Maduro perderia o poder nem defendeu sua retirada do cargo.
Documento analisou cenário pós-Maduro
O relatório, encomendado por altos funcionários do governo dos Estados Unidos, buscou medir a situação interna da Venezuela caso ocorresse uma mudança de comando. Durante as discussões, autoridades debateram os planos para o chamado “dia seguinte” no país sul-americano.
Dessa forma, a análise priorizou a capacidade de manter a ordem e evitar um colapso institucional imediato. Por isso, integrantes do próprio regime apareceram como opções mais viáveis no curto prazo.
Aliados do regime foram citados como alternativas
Segundo as informações reveladas pelo jornal, a CIA citou Delcy Rodríguez como um dos nomes mais bem posicionados para liderar um governo interino. Além dela, o relatório mencionou outros dois integrantes de alto escalão do regime venezuelano.
Entre eles estão o ministro do Interior, Diosdado Cabello, e o ministro da Defesa, Vladimir Padrino. Para os analistas, esses nomes teriam maior capacidade de controle sobre as forças de segurança.
Oposição enfrentaria resistência interna
Ainda segundo o Wall Street Journal, o relatório concluiu que líderes da oposição teriam dificuldades para governar. Edmundo González, apontado por países ocidentais como vencedor da eleição de 2024, e María Corina Machado enfrentariam forte resistência interna.
Além disso, serviços de segurança alinhados ao regime, redes de tráfico de drogas e adversários políticos poderiam enfraquecer a autoridade de um governo oposicionista. Como consequência, facções militares armadas, políticos rivais e grupos criminosos ganhariam espaço.
Risco de crise de segurança e impacto econômico
De acordo com a avaliação, esses grupos disputariam o controle do país. Dessa forma, a Venezuela poderia enfrentar uma grave crise de segurança. O cenário também dificultaria o acesso ao petróleo, considerado estratégico para a economia venezuelana e para interesses internacionais.
Por fim, o relatório destacou que a instabilidade ampliaria os desafios para qualquer governo de transição. Assim, a manutenção da ordem apareceu como prioridade central na análise da inteligência norte-americana.




















































