O Brasil ultrapassou os Estados Unidos e se tornou o maior produtor mundial de carne bovina em 2025, segundo estimativas de mercado. O resultado veio após o país superar as projeções de produção em centenas de milhares de toneladas. Com isso, o avanço brasileiro ajudou a aliviar a oferta global e a conter a alta dos preços internacionais.
Além de liderar a produção, o Brasil já ocupava a primeira posição como maior exportador de carne bovina do mundo. Somente em 2025, os embarques brasileiros alcançaram quase US$ 17 bilhões, de acordo com dados comerciais divulgados pelo governo. Embora os números oficiais da produção ainda não tenham sido publicados, analistas revisaram suas estimativas para cima.
Esse crescimento ocorreu porque os produtores brasileiros intensificaram o envio de animais para o abate. A decisão respondeu à forte demanda externa, especialmente de mercados como China e Estados Unidos. Nesses países, a oferta restrita elevou os preços da carne a níveis recordes.
Ganhos de produtividade sustentam produção de carne bovina
Normalmente, períodos de abates elevados reduzem a produção futura. No entanto, no Brasil, ganhos expressivos de produtividade têm alterado esse ciclo. Atualmente, fazendas utilizam inseminação mais rápida, aceleram o ganho de peso e reduzem a idade de abate.
Segundo especialistas do setor, a idade média do gado abatido caiu de cinco anos para cerca de 36 meses. Além disso, em muitos casos, já se aproxima de 24 meses. Como resultado, os produtores conseguem manter volumes elevados sem comprometer o rebanho.
De acordo com consultorias especializadas, a produção brasileira cresceu cerca de 4% em 2025. Esse avanço contrariou previsões iniciais de queda. O aumento de aproximadamente 800 mil toneladas equivale, por exemplo, ao volume anual exportado pela Argentina.
Outro fator decisivo é a expansão do confinamento. Atualmente, cerca de 22% do gado abatido passa por esse sistema. No entanto, a expectativa é que esse índice chegue a 28% até 2027. O confinamento reduz drasticamente o tempo de engorda e aumenta o peso da carcaça.
Além disso, o avanço do etanol de milho gera subprodutos ricos em proteína, que aceleram a engorda do gado. Paralelamente, técnicas mais eficientes de inseminação aumentam a taxa de prenhez, o que eleva o número de bezerros sem exigir expansão das pastagens.
O Brasil conta hoje com cerca de 238 milhões de cabeças de gado, mais que o dobro dos Estados Unidos. Dessa forma, o aumento da produtividade permite ampliar a produção de carne bovina sem pressionar o meio ambiente.
Brasil sustenta mercado global enquanto outros países recuam
Enquanto o Brasil avança, os principais produtores globais devem reduzir a produção em 2026. Segundo estimativas internacionais, a queda pode chegar a 2,4%, a maior em décadas. Nesse cenário, o desempenho brasileiro se torna essencial para equilibrar o mercado.
Especialistas afirmam que o país vive uma transformação estrutural no setor. A cadeia produtiva avança em escala, eficiência e qualidade. Assim, o Brasil consolida sua posição como peça-chave no abastecimento global de carne bovina.




















































