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Fim da escala 6×1 é possível mesmo em ano eleitoral, diz Marinho

Ministro do Trabalho afirma que mudança na jornada é viável mesmo em ano eleitoral

O fim da escala 6×1 pode avançar no Congresso Nacional mesmo em ano eleitoral. A avaliação é do ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, que voltou a defender mudanças na jornada de trabalho no Brasil. A declaração foi feita nesta quarta-feira (7), durante entrevista ao programa Bom Dia, Ministro.

Segundo Marinho, o país consegue reduzir a jornada sem comprometer a atividade econômica. Além disso, o ministro afirma que o atual modelo de trabalho provoca desgaste excessivo, principalmente entre as trabalhadoras.

“É plenamente possível mostrar a toda a atividade econômica do Brasil que dá para acabar com a 6×1 mantendo as necessidades do país”, afirmou.

Fim da escala 6×1 e impactos no trabalho

De acordo com o ministro, a discussão sobre o fim da escala 6×1 vai além da economia. Para ele, a organização atual do trabalho contribui diretamente para o aumento de doenças ocupacionais, acidentes e afastamentos.

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“O mundo do trabalho hoje gera muitas doenças, problemas e acidentes. Portanto, quando melhoramos esse ambiente, reduzimos esses impactos de forma significativa”, destacou.

Além disso, Marinho ressaltou que ambientes mais equilibrados tendem a aumentar a produtividade, ao mesmo tempo em que reduzem custos com saúde e afastamentos.

Propostas sobre jornada de trabalho no Congresso

O debate sobre o fim da escala 6×1 não é recente. No entanto, ganhou força nos últimos anos, especialmente após a mobilização da deputada federal Erika Hilton (Psol-SP), que em 2024 reuniu assinaturas para alterar a legislação trabalhista.

Atualmente, duas propostas tramitam no Congresso Nacional com esse objetivo. Uma está no Senado Federal e a outra segue em análise na Câmara dos Deputados.

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No Senado, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 148/2025 avançou após aprovação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), em dezembro. Agora, o texto aguarda votação no plenário.

A proposta prevê a redução da jornada máxima semanal de 44 para 40 horas no primeiro ano após a aprovação. Em seguida, o projeto estabelece uma redução gradual, com diminuição de uma hora por ano, até alcançar 36 horas semanais em quatro anos.

Governo defende avanço mesmo em ano eleitoral

Enquanto isso, a proposta que tramita na Câmara dos Deputados enfrenta dificuldades. O texto segue travado por falta de consenso na subcomissão especial. Caso avance, ainda precisará passar pela CCJ da Casa.

Apesar do calendário eleitoral, Luiz Marinho reforça que o debate pode e deve avançar. Segundo ele, o governo pretende conduzir a discussão com diálogo entre trabalhadores, empresários e o Congresso Nacional.

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A pauta integra as prioridades do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e, portanto, deve permanecer no centro das discussões políticas ao longo de 2026.

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