O mercado brasileiro de canetas emagrecedoras à base de GLP-1 pode ter movimentado entre R$ 9 bilhões e R$ 10 bilhões em 2025. A estimativa é da XP, que analisou as importações desses medicamentos ao longo do ano passado. Produtos como Wegovy, Ozempic e Mounjaro lideram esse crescimento e já figuram entre os principais motores do setor farmacêutico no país.
Segundo a XP, o cálculo considera as margens da indústria e do varejo farmacêutico. Dessa forma, os dados indicam que os medicamentos à base de GLP-1 ganharam espaço relevante no consumo e nas receitas do segmento.
Importações seguem elevadas, apesar de desaceleração pontual
A casa de análises acompanha de perto as importações de GLP-1 e identificou um crescimento de 77% no quarto trimestre de 2025. Apesar disso, o ritmo ficou abaixo dos 92% registrados no terceiro trimestre.
Em dezembro, as importações somaram R$ 354 milhões. Esse volume, no entanto, ficou bem abaixo da média do segundo semestre, que alcançou R$ 730 milhões. Para a XP, o desempenho mais fraco pode estar relacionado à sazonalidade e à antecipação de compras em novembro, mês em que as importações chegaram a R$ 1,1 bilhão.
Ainda assim, a demanda segue aquecida. Isso porque, se fossem incluídas as importações oriundas da Alemanha, o crescimento do quarto trimestre chegaria a 132%. Atualmente, esses dados ficam fora do cálculo por envolverem uma fábrica da Eli Lilly ainda em fase de desenvolvimento.
Alta anual reforça impacto no varejo farmacêutico
No acumulado de 2025, a XP projeta uma alta de 82% nas importações anuais de GLP-1. Com isso, a expectativa é de forte contribuição desses medicamentos para os resultados do varejo farmacêutico no quarto trimestre e também ao longo de 2026.
Mesmo com números consolidados abaixo de algumas projeções iniciais, o cenário continua positivo. Segundo os analistas, os dados confirmam a relevância crescente das canetas emagrecedoras no mercado brasileiro.
Concorrência pressiona preços nas farmácias
A disputa por preços também influencia a dinâmica do setor. Atualmente, a Pague Menos pratica cerca de 83% do teto definido pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos. Além disso, a rede registra uma redução média de 4% nos preços mês a mês.
Outras varejistas, como Panvel e Drogaria São Paulo, também reduziram valores. No entanto, o recuo médio mensal nessas redes ficou em torno de 2%.
Apesar desse movimento, RD, Panvel e DPSP seguem entre as farmácias com os menores preços finais ao consumidor. Segundo a XP, os valores de medicamentos com receita variam entre 63% e 65% do teto regulatório.




















































