O ministro do Interior da Venezuela, Diosdado Cabello, afirmou que o ataque dos Estados Unidos no último sábado (3) deixou pelo menos 100 mortos no país. Além disso, segundo ele, um número semelhante de pessoas ficou ferido, embora o balanço ainda esteja em atualização.
Em pronunciamento na televisão estatal, Cabello classificou a ação como “terrível”. Segundo o ministro, o presidente deposto Nicolás Maduro sofreu ferimentos na perna durante a operação. Da mesma forma, a primeira-dama, Cilia Flores, teria sido ferida na cabeça e no corpo.
Esse é o primeiro balanço oficial divulgado pelo governo venezuelano. Inicialmente, as Forças Armadas confirmaram a morte de 23 militares ligados à segurança de Maduro. Além disso, o governo de Cuba informou que 32 cidadãos cubanos morreram durante os bombardeios.
O ataque norte-americano também resultou na captura de Nicolás Maduro e de sua esposa. Após a operação, agentes levaram o casal de helicóptero a um navio da Marinha dos Estados Unidos no Caribe. Em seguida, eles foram transferidos para Nova York.
A ação ocorreu após meses de tensão entre os dois países. Segundo Washington, Maduro mantinha vínculos com o narcotráfico internacional. Por isso, na segunda-feira (5), autoridades americanas o apresentaram à Justiça, onde ele respondeu a acusações relacionadas a narcoterrorismo e tráfico de drogas. No entanto, Maduro se declarou inocente.
Com a captura, a vice-presidente Delcy Rodríguez assumiu como presidente interina da Venezuela. Enquanto isso, a oposição voltou a pressionar pela posse de Edmundo González Urrutia, que reivindica a vitória nas eleições presidenciais de 2024.
Conclusão
Em resumo, o ataque dos EUA na Venezuela elevou o número de vítimas, mudou o comando político do país e aprofundou a crise institucional.




















































