A China prepara a liberação da importação dos chips H200 da Nvidia ainda no primeiro trimestre de 2026. Segundo informações da Bloomberg, autoridades chinesas avaliam autorizar a compra do componente por empresas locais para usos comerciais específicos.
Apesar disso, o governo deve manter restrições. O uso militar, atividades de órgãos governamentais sensíveis, infraestrutura crítica e empresas estatais continuam vetados. O modelo segue regras semelhantes às já aplicadas a produtos estrangeiros de companhias como Apple e Micron.
Chips mais avançados continuam proibidos
O H200 pertence a uma geração anterior de chips da Nvidia. Ainda assim, ele figura como o segundo mais avançado da empresa. Por esse motivo, o componente está entre os modelos que o governo dos Estados Unidos permite exportar para a China.
Por outro lado, processadores mais modernos seguem proibidos. Washington mantém o veto com base em preocupações ligadas à segurança nacional e ao possível uso militar da tecnologia.
Em dezembro, o presidente Donald Trump autorizou a exportação do H200 para o país asiático. A liberação ocorreu mediante a cobrança de uma sobretaxa de 25%. A decisão abriu espaço para a retomada parcial das vendas, após a Nvidia relatar perda total de mercado na China.
Autossuficiência em semicondutores segue como prioridade
Mesmo com a possível liberação do H200, Pequim mantém foco na autossuficiência em semicondutores. O governo chinês trabalha em um novo pacote de incentivos que pode chegar a US$ 70 bilhões.
O objetivo é fortalecer a indústria local de chips e reduzir a dependência de fornecedores estrangeiros. Nesse sentido, o plano integra uma estratégia de longo prazo voltada à soberania tecnológica.
Mercado chinês volta ao radar da Nvidia
Ainda que existam limitações, a abertura representa um avanço importante para a Nvidia. A China lidera o mercado global de semicondutores e concentra uma das maiores demandas por chips de inteligência artificial.
Além disso, o segmento de IA desponta como uma das principais alavancas de crescimento do setor nos próximos anos. Durante o período de restrições, empresas chinesas ganharam espaço.
Concorrentes como Huawei e Cambricon ampliaram produção e participação no mercado. Ambas já anunciaram planos agressivos de expansão para 2026.
O que é o chip H200 da Nvidia
O H200 é um chip gráfico, conhecido como GPU, desenvolvido pela Nvidia. Ele figura entre os semicondutores de inteligência artificial mais potentes já produzidos pela empresa.
Baseado na arquitetura Hopper, o chip foi projetado para tarefas de alto desempenho. Entre elas estão o treinamento e a execução de modelos de IA generativa.
O componente conta com 141 GB de memória e largura de banda de até 4,8 terabytes por segundo. Além disso, trata-se de uma evolução direta do H100, utilizado no treinamento do GPT-4. O H200 também foi o primeiro chip da Nvidia a adotar a memória HBM3E, mais rápida e eficiente.
Interesse de big techs chinesas aumenta
Empresas privadas chinesas demonstraram forte interesse no chip H200. Segundo fontes citadas pela Bloomberg, Alibaba e ByteDance avaliam encomendar mais de 200 mil unidades cada.
A demanda ocorre em meio à corrida para atualizar modelos de inteligência artificial e competir com rivais americanos. No entanto, o cenário traz desafios adicionais.
Apesar de privadas, essas companhias prestam serviços de computação a órgãos estatais e empresas públicas. Isso aumenta a complexidade para definir o que Pequim considera infraestrutura crítica.
Enquanto isso, fabricantes chineses avançam. A Huawei, em parceria com a SMIC, aprimorou sua tecnologia de produção. Já a Cambricon planeja mais do que triplicar a fabricação de chips de IA em 2026 para ocupar o espaço deixado pela Nvidia.
Conclusão
A possível liberação dos chips H200 da Nvidia marca um passo relevante nas relações tecnológicas entre China e Estados Unidos, mas não altera a disputa estratégica por liderança em semicondutores e inteligência artificial.




















































