O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que os EUA podem manter o controle sobre o petróleo da Venezuela por anos. A declaração foi feita em entrevista ao jornal The New York Times. Segundo ele, a supervisão americana sobre o país deve se estender por um longo período.
Trump disse que “só o tempo dirá” quanto tempo os Estados Unidos vão manter a Venezuela sob vigilância. No entanto, ao ser questionado sobre a duração do controle, afirmou que não se trata de meses ou apenas um ano. Para o presidente, o prazo será muito maior.
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Controle do petróleo integra plano econômico
Trump explicou que o controle do petróleo da Venezuela faz parte de um plano de reconstrução econômica. De acordo com ele, os Estados Unidos pretendem usar a produção venezuelana para reduzir os preços internacionais do insumo.
Além disso, o governo americano afirma que a medida pode gerar recursos financeiros para o próprio país sul-americano. Segundo Trump, esse dinheiro ajudaria a reerguer a economia venezuelana.
O presidente também declarou que Washington mantém comunicação constante com a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez. O contato ocorre, principalmente, por meio do secretário de Estado, Marco Rubio.
EUA evitam detalhar transição de poder
O The New York Times informou que Trump não explicou por que decidiu não transferir o poder para a oposição venezuelana. Os Estados Unidos haviam reconhecido anteriormente a oposição como vencedora das eleições de 2024.
Nesta semana, Trump apresentou um plano para refinar e vender até 50 milhões de barris de petróleo venezuelano. Esses barris estavam retidos por causa do bloqueio econômico imposto por Washington. A proposta prevê que a receita fique sob supervisão americana.
Relação com a Colômbia indica mudança
Trump também comentou a relação com a Colômbia. Segundo ele, uma conversa telefônica cordial com o presidente Gustavo Petro reduziu a possibilidade de uma ação militar dos EUA contra o país.
Dias antes, o presidente americano havia feito ameaças públicas ao governo colombiano. As declarações aumentaram a tensão diplomática na região.
Influência política sem ocupação militar
Trump afirmou ainda que os Estados Unidos pretendem “governar” a Venezuela por meio de influência política e econômica. Segundo ele, não há planos imediatos para uma ocupação militar direta.
Autoridades americanas avaliam que o controle das vendas e da receita do petróleo da Venezuela é essencial. O objetivo seria recuperar a indústria petrolífera e reorganizar a economia do país.
Crise econômica e plano com petrolíferas
A Venezuela possui as maiores reservas comprovadas de petróleo do mundo. Mesmo assim, o país enfrenta um colapso econômico prolongado. Estimativas internacionais indicam que cerca de oito milhões de venezuelanos deixaram o país nos últimos anos.
Enquanto Washington e setores da oposição atribuem a crise à corrupção e à má gestão, Nicolás Maduro sempre culpou as sanções dos EUA. O ex-presidente classificava as medidas como uma “guerra econômica”.
Como parte do plano, Trump tem uma reunião marcada na Casa Branca com executivos do setor petrolífero. Estão previstos representantes da Exxon Mobil, ConocoPhillips e Chevron. O secretário de Energia, Chris Wright, afirmou que as empresas devem atuar como apoio técnico. Por enquanto, não há previsão de grandes investimentos imediatos.
Conclusão
As declarações de Trump indicam que o petróleo da Venezuela pode se tornar peça central da política externa americana, com efeitos duradouros na região.




















































