A saúde de Bolsonaro voltou ao centro do debate público após declarações da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Na sexta-feira (9), ela afirmou que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) apresenta tonturas e perda de equilíbrio ao se levantar enquanto cumpre pena na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília. Segundo Michelle, o quadro levanta preocupação com a possibilidade de uma nova queda dentro da unidade prisional.
Leia também:
Lula sanciona Código de Defesa do Contribuinte e endurece regras contra devedores
A declaração foi publicada nas redes sociais quatro dias após Bolsonaro cair da cama no local onde está detido e bater a cabeça. Desde já, Michelle atribui os sintomas aos efeitos das medicações utilizadas pelo ex-presidente e cobra providências das autoridades responsáveis pela custódia.
Conforme o relato, o ambiente atual de confinamento amplia os riscos. Michelle afirmou que o quarto onde Bolsonaro permanece segue trancado durante todo o tempo, o que, segundo ela, dificulta uma resposta rápida em caso de acidente.
Saúde de Bolsonaro gera alerta sobre condições na prisão
Segundo Michelle Bolsonaro, houve mudança no protocolo de segurança após a entrada da Polícia Penal Federal. “Quando a segurança era feita apenas pela Polícia Federal, a porta permanecia aberta. Agora, isso não é mais possível. O medo é real: ele pode cair novamente e ninguém ouvir”, escreveu.
Além disso, a ex-primeira-dama afirmou que as autoridades já foram formalmente alertadas sobre o estado clínico do ex-presidente. Conforme destacou, os riscos não são hipotéticos, mas concretos, considerando os episódios recentes e os efeitos colaterais das medicações.
“Estamos avisando: as autoridades estão cientes dos riscos reais de morte que meu marido corre ao permanecer 24 horas trancado em um quarto, apresentando tontura em decorrência dos efeitos das medicações. A integridade física dele é responsabilidade do Estado”, afirmou.
Por outro lado, até o momento, os órgãos responsáveis pela custódia não se pronunciaram oficialmente sobre as declarações. No entanto, o caso reacende o debate sobre as condições de saúde de pessoas privadas de liberdade e a obrigação legal do Estado em garantir a integridade física dos detentos.
Assim, a saúde de Bolsonaro passa a integrar não apenas a esfera familiar e política, mas também o campo jurídico e institucional. Em suma, a situação expõe um ponto sensível do sistema prisional, especialmente quando envolve presos com histórico médico recente.
