O protesto contra ICE ganhou força neste sábado (10) em Minnesota, nos Estados Unidos, após a morte da norte-americana Renee Nicole Good, de 37 anos, baleada por agentes do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE). Os moradores se concentraram em frente ao Edifício Federal Bispo Henry Whipple, onde gritaram palavras de ordem como “vergonha” e cobraram respostas das autoridades federais.
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O caso provocou forte comoção local e ampliou o debate nacional sobre o uso da força em operações migratórias. Renee Good, mãe de três filhos, estava dentro do carro quando foi atingida por disparos durante uma ação dos agentes, ocorrida na última quarta-feira (7). Segundo relatos de manifestantes, a morte reforça denúncias de excessos cometidos pelo órgão em diferentes estados.
Além disso, o ato em Minnesota integra uma série de mobilizações programadas para este fim de semana em todo o país. Conforme organizadores, mais de mil protestos devem ocorrer para exigir o fim do envio em larga escala de agentes do ICE, determinado pelo presidente Donald Trump, especialmente para cidades administradas por democratas.
Protesto contra ICE expõe tensão em Minnesota
Minnesota, por outro lado, tornou-se um dos principais focos das operações de deportação promovidas pelo governo republicano. Certamente, a presença constante de agentes federais em áreas urbanas elevou a tensão entre moradores e autoridades. Como resultado, lideranças comunitárias afirmam que o clima de medo se intensificou, sobretudo entre famílias de imigrantes e cidadãos que convivem com as ações.
Embora o governo federal sustente que as operações seguem protocolos de segurança, ativistas questionam a militarização das abordagens. Segundo participantes do ato, o assassinato de Renee Good evidencia falhas graves na condução das ações. Além disso, eles cobram investigações independentes e responsabilização dos envolvidos.
Antes disso, organizações de direitos civis já haviam alertado para o aumento de confrontos durante fiscalizações do ICE. Da mesma forma, parlamentares democratas classificam as operações como desproporcionais e politicamente direcionadas. No entanto, a Casa Branca mantém o discurso de endurecimento no controle migratório.
