Irã ameaça retaliar Israel e bases militares dos Estados Unidos caso o governo norte-americano realize qualquer ataque contra o país. A declaração ocorreu neste domingo (11), em meio a uma onda de protestos internos que já deixou mais de 100 mortos, segundo autoridades e organizações locais. As manifestações começaram por causa da inflação elevada, mas, posteriormente, ganharam um forte tom político.
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Além disso, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elevou o tom nos últimos dias ao criticar a repressão contra manifestantes. No sábado, Trump afirmou que os EUA estavam “prontos para ajudar” o povo iraniano, o que foi interpretado por Teerã como uma ameaça direta de intervenção. Desde já, o governo iraniano reagiu com alertas públicos sobre possíveis consequências militares.
Irã ameaça retaliar em meio a tensão regional
Conforme discurso feito no Parlamento iraniano, o presidente da Casa, Mohammad Baqer Qalibaf, advertiu Washington sobre o que classificou como “erro de cálculo”. Segundo ele, qualquer ofensiva contra o Irã provocará uma resposta imediata. “Sejamos claros: no caso de um ataque ao Irã, os territórios ocupados, como Israel, assim como todas as bases e navios dos EUA, serão nosso alvo legítimo”, afirmou o parlamentar.
Assim, a fala aumentou a tensão no Oriente Médio. Por outro lado, fontes israelenses revelaram que o país entrou em alto nível de alerta após consultas de segurança realizadas ao longo do fim de semana. Embora Israel não tenha detalhado as medidas adotadas, autoridades acompanham de perto os movimentos dos Estados Unidos e do Irã.
Antes disso, os dois países já haviam protagonizado um confronto direto. Israel e Irã travaram uma guerra de 12 dias em junho, quando os Estados Unidos se juntaram a Israel em ataques aéreos. Como resultado, o Irã retaliou lançando mísseis contra uma base aérea americana no Catar, o que ampliou o risco de um conflito regional mais amplo.
Enquanto isso, os protestos seguem se espalhando pelo Irã desde 28 de dezembro. Inicialmente, as manifestações criticavam a alta do custo de vida. No entanto, rapidamente passaram a exigir o fim do governo do aiatolá Ali Khamenei. As autoridades iranianas, por sua vez, acusam os Estados Unidos e Israel de estimularem a instabilidade interna.





















































