“Quem era Titina Medeiros” passa a ser uma pergunta recorrente após a morte da atriz neste domingo (11), aos 48 anos. Natural de Currais Novos, no Seridó potiguar, a artista construiu uma trajetória sólida e respeitada nas artes cênicas brasileiras. Titina enfrentava um câncer e realizava tratamento médico há pelo menos seis meses, segundo pessoas próximas. Casada com o ator César Ferrario, ela deixa um legado marcante no teatro, na televisão e no audiovisual, sobretudo no Rio Grande do Norte.
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Desde cedo, a atriz demonstrou vocação artística. Ainda adolescente, mudou-se com a família para Natal, onde teve os primeiros contatos com o teatro. Foi nesse período que decidiu seguir carreira profissional, mergulhando de vez no universo das artes cênicas. Desde já, sua atuação se destacou pela entrega, pela versatilidade e pela forte conexão com o público.
Quem era Titina Medeiros e sua trajetória nas artes
Ao longo dos anos 1990 e 2000, Titina Medeiros participou de dezenas de espetáculos teatrais, além de projetos experimentais, bandas musicais, curtas-metragens e séries de humor. Conforme colegas de profissão, sua presença em cena era intensa e marcante, o que a tornou uma referência no teatro potiguar. Além disso, integrou grupos reconhecidos nacionalmente, como o Carmin e o Clowns de Shakespeare, contribuindo diretamente para a projeção cultural do estado.
Por outro lado, Titina também investiu na produção independente. Ela idealizou e geriu a Casa de Zoé, produtora criada para viabilizar seus próprios projetos e fortalecer o audiovisual fora do eixo Rio-São Paulo. Como resultado, ajudou a abrir caminhos para novas produções e artistas locais.
Na televisão, conquistou o grande público ao interpretar Socorro, a fiel escudeira da personagem Chayene, vivida por Claudia Abreu, na novela Cheias de Charme (2012), da TV Globo. O papel, carismático e popular, se tornou um dos mais lembrados de sua carreira. Depois disso, participou de produções como Geração Brasil, A Lei do Amor, Onde Nascem os Fortes, Mar do Sertão e, mais recentemente, No Rancho Fundo (2024).
Legado artístico e reconhecimento nacional
No audiovisual, destacou-se em projetos como a série Chão de Estrelas, exibida no Canal Brasil, e o sitcom Os Roni, do Multishow. Já no teatro, acumulou montagens de peso, entre elas Meu Seridó, Hamlet, Ricardo III, Muito Barulho por Quase Nada, Sua Incelença e Pobres de Marré. Certamente, sua carreira reflete dedicação contínua à arte e ao fortalecimento da cultura brasileira.
Embora sua partida precoce cause comoção, o legado de Titina Medeiros permanece vivo nas obras que deixou e na memória do público. Assim, “quem era Titina Medeiros”se responde com facilidade: uma atriz talentosa, comprometida com a cultura e símbolo da força artística do Rio Grande do Norte.





















































