Neste domingo (11), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o governo cubano perdeu o acesso ao petróleo e ao dinheiro venezuelano. Segundo ele, a ilha caribenha deveria buscar um acordo “antes que seja tarde demais”, diante do novo cenário geopolítico na região.
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Em publicação na rede Truth Social, Trump declarou que Cuba viveu por muitos anos sustentada por grandes quantidades de petróleo e recursos financeiros enviados pela Venezuela. Conforme o presidente norte-americano, esse apoio ocorria em troca de serviços de segurança prestados por Havana para proteger Nicolás Maduro e, anteriormente, Hugo Chávez. No entanto, segundo Trump, esse arranjo chegou ao fim.
Além disso, o republicano destacou que os Estados Unidos intensificaram ações no mar do Caribe. De acordo com Washington, ao menos 30 ataques foram realizados contra embarcações venezuelanas, sob a justificativa de combate ao narcotráfico. No último sábado (3), os EUA bombardearam Caracas e capturaram Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, o que elevou ainda mais a tensão diplomática na região.
A nova configuração regional
A declaração de Trump reforça a mudança no equilíbrio político da América Latina. Trump afirmou que “isso acabou”, ao se referir ao apoio cubano ao regime venezuelano. Segundo ele, muitos cubanos que atuavam como agentes de segurança teriam morrido em ataques recentes, enfraquecendo ainda mais a relação entre os dois países.
Por outro lado, o presidente dos EUA declarou que a Venezuela agora conta com a proteção norte-americana. Conforme escreveu, o país passa a ter o apoio do “exército mais poderoso do mundo”, que garantiria estabilidade após a queda do regime de Maduro. Assim, Trump tenta consolidar a narrativa de que Washington assumiu o controle estratégico da região.
Em relação a Cuba, Trump também repercutiu uma publicação que sugeria o secretário de Estado, Marco Rubio, como futuro presidente do país. Ao comentar a mensagem, o republicano afirmou: “Parece bom para mim!”, sinalizando apoio à ideia. Embora a declaração tenha tom irônico, ela reforça a pressão política sobre o governo cubano.





















































