Com a chegada de um novo ano, muitas pessoas incluem na lista de resoluções o desejo de melhorar a alimentação. No entanto, transformar essa intenção em hábitos consistentes ainda é um desafio, especialmente diante do excesso de produtos ultraprocessados, da desinformação nas redes sociais e da popularização de dietas da moda sem base científica.
Leia também:
Brasil regulamenta a profissão de acupunturista
Segundo o médico nutrólogo Celso Cukier, do Hospital Israelita Albert Einstein, mudanças no estilo de vida precisam ser sustentadas por evidências científicas, sob risco de não gerar resultados duradouros ou até provocar danos à saúde.
Alimentos in natura devem ser a base da dieta
O Guia Alimentar para a População Brasileira, do Ministério da Saúde, recomenda que a alimentação seja baseada em alimentos in natura ou minimamente processados. Nesse grupo estão frutas, verduras, legumes, grãos, raízes, tubérculos, leite, ovos e carnes.
Esses alimentos fornecem nutrientes essenciais, como fibras, vitaminas, minerais e proteínas, fundamentais para o bom funcionamento do organismo. Em contrapartida, o consumo de ultraprocessados deve ser evitado.
Esses produtos costumam ter alto teor de açúcar, gordura e sódio, além de aditivos químicos. Estudos associam o consumo frequente a maior risco de obesidade, diabetes e até câncer. Entre os exemplos estão refrigerantes, biscoitos recheados, salgadinhos e doces industrializados.
De acordo com relatório do Ministério da Saúde divulgado em 2025, cerca de 62% dos alimentos embalados no Brasil são ultraprocessados, enquanto apenas 18,4% são considerados in natura ou minimamente processados.
Cuidado com dietas divulgadas nas redes sociais
Outro alerta importante diz respeito às informações compartilhadas por influenciadores digitais. Embora sejam bons comunicadores, muitos não possuem formação adequada na área da saúde.
Dietas extremamente restritivas, como a exclusão total de carboidratos, o consumo exagerado de proteínas ou o jejum intermitente sem orientação, podem até gerar perda de peso inicial, mas dificilmente se sustentam no longo prazo.
“Quanto mais restritiva a dieta, maior a chance de abandono e de recuperação do peso perdido, muitas vezes em maior proporção”, explica Cukier.
Atividade física e hidratação fazem parte do processo
Além da alimentação, manter uma rotina de atividade física regular é essencial para a saúde. Exercícios ajudam no controle do peso, reduzem o risco de doenças crônicas e contribuem para o bem-estar mental.
Da mesma forma, a hidratação adequada é fundamental. A água regula a temperatura corporal, auxilia na digestão e no transporte de nutrientes. Segundo o especialista, esses fatores são decisivos para manter o gasto energético e preservar a autonomia física ao longo da vida.
Acompanhamento profissional evita riscos
A busca por resultados rápidos tem levado muitas pessoas ao uso indiscriminado de medicamentos para emagrecimento. Sem acompanhamento médico, essa prática pode gerar efeitos colaterais graves.
“Existem medicamentos eficazes, mas eles são apenas ferramentas complementares. Não substituem mudanças no estilo de vida”, ressalta o nutrólogo.
Por isso, o acompanhamento com nutricionistas ou médicos especialistas é fundamental para ajustar a alimentação, orientar suplementações e evitar modismos perigosos.
Adotar uma alimentação realmente saudável em 2026 passa por escolhas conscientes, informação de qualidade e acompanhamento profissional, garantindo benefícios duradouros para a saúde.
*Com informações da Agência Einstein





















































