Imagens registradas na noite de ontem na Praia da Redinha, na Zona Norte de Natal, chamaram a atenção nas redes sociais devido à mudança na coloração da água. Os registros mostram o mar alternando entre tons azulados e esverdeados, o que gerou dúvidas e especulações sobre possíveis impactos ambientais.
No entanto, especialistas explicam que a variação observada não indica qualquer anormalidade. De acordo com o ambientalista Paulo Gerson, o fenômeno é natural e ocorre com frequência em regiões costeiras com características semelhantes às da Praia da Redinha.
Marés e luz influenciam a coloração da água
Segundo Paulo Gerson, a coloração do mar está diretamente relacionada à penetração da luz solar, ao uso de iluminação artificial em registros noturnos e, principalmente, ao ciclo das marés. Dessa forma, mudanças visuais podem ocorrer em curtos períodos, sem que isso represente risco ambiental.
Em períodos de maré alta, por exemplo, há maior renovação da água do mar. Com isso, a coloração tende a ficar mais azulada. Por outro lado, durante a maré baixa, a água permanece mais tempo represada, o que favorece o surgimento de tons esverdeados.
Além disso, o ambientalista destaca que a fase da lua também influencia esse processo. Durante a lua minguante, a menor movimentação das águas contribui para a alteração temporária da coloração.
Desembocadura de rio explica tons esverdeados
Outro fator importante apontado pelo especialista é a localização da Praia da Redinha em uma área de desembocadura de rio. Essa característica natural favorece a presença de sedimentos em suspensão, o que interfere diretamente na tonalidade da água.
De acordo com Paulo Gerson, esse tipo de coloração verde é comum em áreas com influência fluvial. Ainda assim, o fenômeno não representa riscos à saúde da população nem indica contaminação ambiental.
“O fenômeno é natural e recorrente. Com a mudança do ciclo das marés e a renovação das águas, a tendência é que a coloração volte ao tom azulado”, explicou o ambientalista.
Especialista pede tranquilidade
Diante da repercussão das imagens, especialista orienta a população a manter a tranquilidade. Segundo Paulo Gerso, o cenário observado na Praia da Redinha faz parte da dinâmica natural do ambiente costeiro e não exige medidas emergenciais.
A recomendação é buscar informações em fontes técnicas e evitar a disseminação de boatos. Assim, a compreensão dos fenômenos naturais contribui para uma relação mais consciente com o meio ambiente.




















































