O Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Norte (CBMRN) recebeu quatro Lanças Extintoras de Incêndio para Veículos Elétricos (LECIE), tecnologia inédita no Brasil. Para a aquisição dos equipamentos, o Governo do RN investiu R$ 400 mil. Com a compra, o CBMRN passa a ser a primeira corporação de bombeiros do país a contar com esse tipo de equipamento de ponta, reforçando a proteção à população potiguar diante do crescimento da frota de veículos elétricos e híbridos.
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As lanças extintoras serão distribuídas entre os grupamentos da corporação em todo o estado, garantindo maior rapidez e eficácia no atendimento a ocorrências envolvendo esse tipo de veículo.
Preparo para novas demandas
A aquisição das LECIE posiciona o Corpo de Bombeiros do RN à frente no preparo operacional para novas demandas, especialmente aquelas relacionadas à mobilidade elétrica, que cresce de forma acelerada no Brasil.
O subcomandante-geral do CBMRN, coronel Franklin Araújo, destacou a importância do investimento. Segundo ele, os novos equipamentos ampliam a capacidade de resposta da corporação e aumentam a segurança dos militares durante as ocorrências.
“Com esses equipamentos de última geração, elevamos nossa capacidade de resposta e nossa segurança na atuação em incêndios envolvendo veículos elétricos. Trata-se de uma preparação necessária diante do crescimento acelerado da mobilidade elétrica e das exigências operacionais que ela impõe”, afirmou.
Treinamento especializado
A implementação das lanças extintoras será acompanhada de treinamento técnico especializado, garantindo que os bombeiros militares estejam plenamente capacitados para o uso correto da tecnologia em situações reais de emergência.
O CBMRN reforça que a qualificação das equipes é essencial para o uso seguro e eficaz dos novos equipamentos, especialmente em ocorrências de alta complexidade.
Tecnologia voltada a veículos elétricos
A LECIE, desenvolvida pela empresa Murer, da linha Murer LAM, foi projetada para permitir o combate direto a incêndios em acumuladores de íons de lítio, comuns em veículos elétricos e híbridos.
Esse tipo de incêndio exige abordagem especializada, já que apresenta características diferentes dos veículos movidos a combustão. A nova tecnologia representa uma resposta técnica às demandas emergentes da mobilidade elétrica no estado e no país.
