O Acordo Mercosul-UE será oficialmente assinado neste sábado (17), em evento no Paraguai, após mais de 25 anos de negociações. Com isso, o tratado cria a maior área de livre comércio do mundo e promete impactos diretos no bolso do consumidor brasileiro. Como resultado, produtos europeus como vinho, queijo e chocolate podem ficar mais baratos nos próximos anos, graças à redução gradual das tarifas de importação.
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Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, o Acordo Mercosul-UE reunirá cerca de 720 milhões de pessoas e um Produto Interno Bruto superior a US$ 22 trilhões. Além disso, o governo brasileiro avalia que as primeiras regras do tratado devem começar a valer ainda no segundo semestre deste ano, o que acelera os efeitos práticos do acordo no comércio internacional.
O que muda com o Acordo Mercosul-UE
O texto do acordo estabelece a redução progressiva das tarifas de importação para diversos produtos europeus. Conforme a versão de setembro de 2025, as alíquotas cairão ao longo dos anos, permitindo que itens hoje considerados caros passem a competir com preços mais acessíveis no mercado brasileiro. Por outro lado, a liberalização ocorrerá de forma gradual para evitar impactos abruptos na indústria nacional.
Entre os destaques está o vinho, que atualmente paga 20% de imposto de importação. Com o acordo, a tarifa cairá 11,1% já no primeiro ano e será eliminada totalmente em oito anos. Da mesma forma, cervejas feitas com malte e bebidas não alcoólicas, hoje taxadas em 20%, terão redução inicial de 9,1%, com eliminação total em até dez anos.
O azeite de oliva virgem, que hoje paga 10%, também entra no cronograma, embora com redução mais longa, prevista para até 15 anos. Já queijos como mozzarella e queijo azul terão tarifas limitadas dentro de cotas específicas de importação, o que pode ampliar a oferta desses produtos no país.
Chocolate, panettone e perfumes entram na lista
Além disso, o chocolate europeu, atualmente taxado em 20%, terá redução inicial de 6,3% no primeiro ano, com eliminação total da tarifa em até 15 anos. Panettones e perfumes, por sua vez, também entram no acordo, com prazos de redução que variam entre quatro e sete anos. Assim, itens tradicionais do consumo europeu tendem a ganhar espaço nas prateleiras brasileiras.
