Um passageiro foi expulso de voo no Aeroporto Internacional de Brasília nessa sexta-feira (16). O homem se recusou a colocar o celular em modo avião antes da decolagem e, além disso, negou-se a mostrar o aparelho ao comissário de bordo. Diante da resistência, a tripulação decidiu pelo desembarque do passageiro para garantir a segurança do voo.
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Segundo relatos de pessoas que estavam a bordo, o comissário solicitou o ajuste do smartphone conforme as normas da aviação civil. No entanto, o passageiro se recusou a cumprir a orientação. Em contraste com os demais ocupantes da aeronave, ele manteve a postura de confronto e afirmou que não obedeceria à determinação da tripulação.
Passageiro expulso voo mobiliza Polícia Federal
Diante da recusa em deixar a aeronave de forma voluntária, a tripulação acionou a Polícia Federal. Conforme mostram vídeos gravados por outros passageiros, houve tentativa de negociação antes da retirada. Ainda assim, o homem permaneceu no assento, o que exigiu a intervenção dos agentes para preservar a ordem e a segurança a bordo.
O voo da Latam tinha como destino o Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, com decolagem prevista para 17h45. No entanto, devido ao incidente, a aeronave só partiu às 19h20. Como resultado, os passageiros enfrentaram atraso superior a uma hora e meia, embora o voo tenha seguido normalmente após o desembarque.
Em nota, a Polícia Federal esclareceu que sua atuação ocorre apenas quando acionada pela tripulação, conforme determina o Código Brasileiro de Aeronáutica. Segundo o órgão, o comandante da aeronave detém autoridade total sobre a ordem, a disciplina e a segurança durante o voo. Assim, a PF limitou-se a acompanhar e retirar o passageiro, de forma prioritariamente voluntária.
A Latam, por sua vez, informou que solicitou apoio policial devido ao comportamento indisciplinado do passageiro. Além disso, a companhia reforçou que segue rigorosamente todos os padrões de segurança. Eventuais decisões sobre reembolso ou remarcação de passagem, segundo a PF, ficam sob responsabilidade exclusiva da empresa aérea.
Leia nota da PF:
“A Polícia Federal esclarece que, em ocorrências envolvendo a retirada de passageiros de aeronaves, sua atuação ocorre exclusivamente quando acionada pela tripulação, em cumprimento à determinação do comandante da aeronave, conforme previsto nos artigos 167 e 168 do Código Brasileiro de Aeronáutica (Lei nº 7.565/1986), que atribuem ao comandante a autoridade e a responsabilidade pela ordem, disciplina e segurança a bordo.
No caso em questão, a Polícia Federal foi acionada para proceder à retirada de um passageiro da aeronave, medida adotada por decisão da tripulação. A atuação policial limitou-se ao acompanhamento e à retirada do passageiro, de forma prioritariamente voluntária, com o objetivo de preservar a ordem e a segurança no ambiente aeroportuário.
Após a retirada, o passageiro foi encaminhado à área externa do terminal. Eventuais decisões relativas à remarcação de voo, reembolso ou demais providências comerciais são de exclusiva responsabilidade da companhia aérea, por se tratarem de questões contratuais entre a empresa e o passageiro, não competindo à Polícia Federal deliberar sobre tais medidas.
A Polícia Federal reforça que, nessas situações, sua atuação se exaure com o cumprimento da determinação do comandante da aeronave, não havendo ingerência sobre decisões comerciais das companhias aéreas.”
Leia nota da Latam:
“A LATAM Airlines Brasil informa que solicitou apoio da Polícia Federal no voo LA3782 (Brasília-Rio de Janeiro/Santos Dumont), na sexta-feira (16/01), em razão do comportamento indisciplinado de um passageiro. Após seu desembarque, o voo decolou às 19h20, com previsão de pouso no destino às 20h50.
A companhia reforça que cumpre rigorosamente os padrões de segurança e que adota todas as medidas técnicas e operacionais necessárias para garantir a segurança de seus passageiros e funcionários.”
