Economia

Sem a presença de Lula, acordo UE-Mercosul é assinado no Paraguai neste sábado (17)

Foto: Agência Brasil

O Acordo UE-Mercosul será assinado neste sábado (17), em Assunção, no Paraguai, em uma cerimônia considerada histórica para o comércio internacional. Embora todos os demais presidentes do bloco sul-americano confirmem presença, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) será o único chefe de Estado do Mercosul ausente do evento. Assim, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, representa oficialmente o Brasil na assinatura.

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A cerimônia ocorrerá a partir das 12h, no Grande Teatro José Asunción Flores, sede do Banco Central paraguaio. Antes disso, às 11h30, está prevista a chegada das delegações. Logo depois, os chefes de delegação dos países do Mercosul e da União Europeia fazem discursos oficiais, seguidos da assinatura do tratado pelos ministros das Relações Exteriores e da foto oficial do encontro.

Acordo UE-Mercosul reúne mercados e amplia comércio

Conforme dados do Itamaraty, Mercosul e União Europeia somam cerca de 718 milhões de pessoas e um Produto Interno Bruto combinado de US$ 22,4 trilhões. O Acordo UE-Mercosul, negociado ao longo de mais de duas décadas, prevê a redução de tarifas, a ampliação do fluxo de investimentos e, além disso, uma maior integração entre os mercados dos dois blocos.

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Segundo o próprio presidente Lula, que comentou o tema nesta sexta-feira (16), as negociações representaram “mais de 25 anos de sofrimento e tentativa”. Por outro lado, a assinatura marca o encerramento de uma das mais longas tratativas comerciais da história recente. A União Europeia, vale destacar, é o segundo maior parceiro comercial do Brasil, ficando atrás apenas da China. Em 2025, a corrente de comércio entre Brasil e UE alcançou US$ 100 bilhões.

Próximos passos após a assinatura

Depois de assinado, o tratado ainda precisará passar por aprovação do Parlamento Europeu e dos Congressos nacionais de Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai. Na Europa, certos trechos também devem ser analisados por parlamentos de Estados-membros. Ainda assim, o vice-presidente e ministro da Indústria, Geraldo Alckmin, afirmou que o acordo pode entrar em vigor no segundo semestre.

Devem participar da cerimônia autoridades como o presidente da Argentina, Javier Milei; o presidente do Paraguai, Santiago Peña; o presidente do Uruguai, Yamandú Orsi; a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen; e o presidente do Conselho Europeu, António Costa.

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